Uns são filhos, outros enteados - Cais do Ginjal

 

 

 


 


O Porto é realmente uma nação! Quando promove relativamente à capital, Lisboa e arredores, melhorias no seu património - reaproveitando armazéns antigos - para futuras instalações de museus (futuro museu do vinho em Vila Nova de Gaia) em comparação com muitos que por aqui, a cada dia que passa, veem degradar-se mais a sua estrutura e alguns já estarão capazes de apenas serem demolidos.


Fotografias minhas


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Antigas fábricas de conservas


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Como moradora da margem sul, já foquei isto vezes sem conta e sinto-me entristecida quando passeio pela "faixa marítima", que se inicia em Cacilhas e vai para lá de Almada, onde proliferam os antigos armazéns de conservas, antigamente produtivos e hoje (bastantes) a "cair de podres", quando à semelhança do que se faz no norte e se poderiam implementar ali, pólos de interesse, beneficiando as populações (e os visitantes que por barco ali chegam) constituindo igualmente uma boa fonte de rendimento para os municípios e país!


Cias do Ginjal


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Não é só a história riquíssima destes lugares; como a memória dos que por aqui ainda laboraram, mereciam outro respeito e - meus senhores - com uma paisagem de sonho como o estuário do Tejo e Lisboa na frente, com infra-estruturas aproveitadas e lucrativas, seria um maná! Mas não há ambição! Não se olha para aqui, não se explora o que daria milhões, em contrapartida, de um "investimento", que se transformaria num encaixe fabuloso.
Lisboa também é margem sul! Muitos dos daqui saem, mas continuam com raízes aqui e a morar cá fazem sucesso na cidade. A margem sul não são só as estupendas praias no Verão. Os vinhos da Bacalhôa, os queijos de Azeitão, as tortas e outros manjares. Nem o deserto que um ministro tão infelizmente apelidou. A margem sul não são só votos, quando é preciso! Nem o arsenal do Alfeite quando a Marinha abre as portas para visita!


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Um ou dois restaurantes, como se vê, labora num ponto magnífico. Com uma possibilidade infinita de serem mais, terem ainda mais lucros e ser esta zona (onde um Castelo, com um miradouro, nos observa) a Boca do Vento lá em cima, proporciona também um espectáculo fantástico, seria lucrativa se fosse reaproveitada e renovada. 
É coisa que não percebo! Nem nunca vou perceber. Quando uma Câmara Comunista se intitulou, sempre, preservadora e amiga do ambiente! Os Verdes insurgem-se tanto contra a poluição e outros problemas, não os vejo a exigir que isto mude! É triste! Que os edifícios sejam ninho de vândalos e desocupados que para aqui migram e estragam mais ainda, o que está de pé! Uma lavagem, pintura, limpeza de todo o passeio ribeirinho faria ressurgir esta Fénix das cinzas!


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Falo deste lugar como na Cova da Piedade, da antiga Fábrica de Moagem do Caramujo (dos Silos) e paredes, que apenas cumprimentam os amantes da Street Art, que enchem de talento paredes grafitadas que mereciam muito mais!


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E, por que não um Museu do Grafite? Uma casa do artista. Um... qualquer projecto digno, quando Alexandre Farto (Vhils) é "daqui", que os reunisse a todos (artistas do género) onde se pudesse apreciar o seu engenho e dar-lhes o devido elogio? Não há vontade! E o "deixa andar" traz sempre uma desculpa, nada muda. Mas, devia! Não percebo e nem aceito que: do lado de Lisboa (sou Lisboeta, atente-se), se promova tanto a cidade!
Inaugure um elevador panorâmico e um museu na Ponte 25 de Abril, que liga ambas margens, quando (este lado) continua ser o filho bastardo de governos autistas e arrogantes!


 


 


 


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