Nevoeiro dentro

fotografias minhas
São meus todos os passos que ofereço ao mar. É dele a fome que os devora, sem deixar rasto de mim, lá. Só, sou eu e as ondas. As gaivotas e a minha pequenez constactada perante esta imensidão que abraça, como "esmaga".

É uma alma saliente do nevoeiro que, se cruza comigo, sem nada dizermos. Sem, olharmos rostos, nos prender que vem, está e passa, para nos ficar de novo... a solidão. O canto revigorante da água que se me enlaça nos pés. Um pio estridente de gaivota, crocitar de corvo. É no coração a alegria do Inverno a chegar... Como gosto disto!
Tanto... mas, tanto...
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