A Alma do Povo





Assim canta e dança a gente do norte. Assim os acompanhei eu, trauteando a música que tantas vezes cantei em miúda com os meus compinchas de folguedos, enquanto andava e ia tirando fotografias.
Naquela estação (do Pinhão)... não havia, entre nacionais e estrangeiros, quem ficasse indiferente à alegria e ao convite para um pezinho de dança... ele foi a Laurindinha, e outras... antes de o comboio partir e todas as coisas tradicionais... a que alguns chamam "foleiras" mas que caracterizam um povo e são a manifestação mais pura e simples da sua alma. Trajes de serviço (lavoura) e trajes mais senhoriais, que ofereciam um mimo a quem passava... foi muito bonito.
Oh Laurindinha, vem à janela.
Ver o teu amor, (ai ai ai) que ele vai p'ra guerra.
Ver o teu amor, (ai ai ai) que ele vai p´ra guerra.
Se ele vai pra guerra, deixá-lo ir.
Se ele vai pra guerra, deixá-lo ir.
Ele é rapaz novo, (ai ai ai) ele torna a vir.
Ele é rapaz novo, (ai ai ai) ele torna a vir.
Ele torna a vir, se Deus quiser.
Ele torna a vir, se Deus quiser.
Ainda vem a tempo, (ai ai ai) de arranjar mulher.
Ainda vem a tempo (ai ai ai) de arranjar mulher.
Ele torna a vir, se Deus quiser.
Ele torna a vir, se Deus quiser.
Ainda vem a tempo, (ai ai ai) de arranjar mulher.
Ainda vem a tempo (ai ai ai) de arranjar mulher.
Ainda vem a tempo, (ai ai ai) de arranjar mulher.
Ainda vem a tempo (ai ai ai) de arranjar mulher.
Ainda vem a tempo, (ai ai ai) de arranjar mulher...
Compositor: Música Popular Portuguesa
Na escola secundária, em tempos e na aula de Ginástica, ensinavam-nos a dançar o Folclore nacional. Ainda lhe "dou uns toques..." Especialmente quando sou desafiada por alguma das minhas companheiras danadas para a brincadeira.
Também nos ensinavam em, salvo erro, na disciplina de Economia Doméstica a fazer rissóis, croquetes. E na de Lavores... a bordar. Mas, não só. Havia a Religião e Moral, a que eu e mais colegas achávamos "uma seca". Nunca se estava com muita atenção! Como se pode ver... éramos miúdas "muito prendadas", na altura.
É engraçado recordar estas peripécias...


No Pinhão termina a viagem de barco, para quem a não quer prosseguir e pode regressar-se à Régua de comboio. A linha é a que já mostrei em publicações anteriores, de uma beleza indescritível.

Há inúmeras ofertas de cruzeiros sendo esta,uma delas que vai "para cima" até quase à fronteira com Espanha. Há viagens para todos os gostos e todas as bolsas, umas em barcos Rabelos, outras em barcos de cruzeiro e ainda nos barcos hotel, um colosso e lindíssimos ao vogar no Douro.
Estes, são servidos pela frota de autocarros Vicking (que leva os seus utilizadores a todo o lado e espera pelo seu regresso...) custando, uma semana, segundo conversa muito simpática com um dos motoristas, a módica quantia de 80 mil euros.
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