Lamego - Nossa Senhora dos Remédios

 


 


 


 


 


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 O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios foi inspirado no Santuário do Bom Jesus de Braga, Sameiro. Este último, também serviu de "base" para outras construções, como por exemplo o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos na cidade de Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil.


Tem uma escadaria de 686 degraus que se enquadra nos estilos Barroco e Rococó, ao passo que o Santuário de Braga é estilo neoclássico. 


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Chafariz dos Remédios


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Santuário Nossa Senhora dos Remédios


 


Tanto as escadas como a Igreja podem ser visitadas durante todo o ano, mas especialmente a 08 de Setembro, quando a festa de Nossa Senhora dos Remédios tem lugar; em que os devotos sobem em joelhos até a igreja para pedir o seu milagre.


Horário de abertura:


De Maio a Setembro das 7:30-20:00.
De Outubro a Abril das 7:30-18:00.


Telefone254 655 318


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"Edificada no cimo do Monte de Santo Estevão, o Santuário de Nossa dos Remédios é, a par do Bom Jesus de Braga, uma das igrejas barrocas de peregrinação mais significativas do país. 
Ainda em tempos medievais existia, no mesmo local, uma pequena ermida dedicada a Santo Estêvão, mandada reedificar no século XVI, pelo Bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha (MARRANA, 2001). Este havia trazido de Roma uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, cujo culto se incrementou a partir do século XVIII, motivando a edificação de uma nova igreja, que pudesse responder, de forma mais eficaz, às necessidades crescentes dos fiéis que procuravam a protecção daquela santa. Para a construção do novo Santuário podem-se estabelecer três grandes períodos: de 1750 a 1778 para a edificação do templo; de 1778 a 1868 para a escadaria; e de 1868 a 1905 para a reconstituição da sacristia velha e nova (da autoria do Mestre Domingos Barreira), para a construção das torres laterais e para o alteamento do frontão (PINTO, 2001). Assim, a primeira pedra da igreja foi lançada em 1750, estando as obras concluídas cerca de onze anos depois. 
A escadaria monumental foi construída a partir de 1777, data em que o Bispo Manuel de Vasconcelos Pereira contratou o pedreiro Manuel Faustino Loureiro (que já havia trabalhado na igreja, juntamente com Francisco Rente) para a sua execução, a partir de desenhos enviados de Lisboa (embora haja registo de desenhos oriundos de Coimbra) (FERREIRA-ALVES, 1989, p. 322). Composto por vários lanços e patamares, com fontes e esculturas variadas, entre os quais destacamos o Pátio dos Reis (com o chafariz dos Remédios da autoria de Nicolau Nasoni), o escadório só foi terminado muito mais tarde, já no século XX (ALVES, 1971, p. 7). Ainda que o plano original incluísse várias capelas, apenas uma foi construída e dedicada à Sagrada Família. A decoração, que ao longo da escadaria incentiva os fiéis, denota todo um programa iconográfico dedicado à Virgem, que culmina na igreja. 
Esta, apresenta uma planta longitudinal, que se desenvolve através de um eixo onde figuram a nave, a capela-mor, mais alta e estreita de forma a suportar a cúpula, e as duas sacristias. Na fachada, o frontão foi construído posteriormente, com o objectivo de esconder a passagem entre as duas torres. 


 


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Ainda que se desconheça o autor do risco da igreja, este tem vindo a ser atribuído a Nicolau Nasoni, muito embora já Robert Smith tenha discordado desta ideia, uma vez que a cronologia da estadia de Nasoni em Lamego não coincide com a da igreja (SMITH, 1967, p. 97). Contudo, e se a fachada apresenta uma linguagem próxima da do arquitecto italiano, denota, simultaneamente, uma série de elementos característicos de André Soares ou de José de Figueiredo Seixas. Nomeadamente, e no caso deste último, o remate da fachada surge muito semelhante ao da Igreja da Ordem Terceira do Carmo no Porto (FERREIRA-ALVES, 1989, p. 322). As influências nesta zona do país são múltiplas, cruzando-se ideias oriundas do Porto, Minho ou Coimbra "(...) numa adaptação local com um estilo de ornamentação mais sóbrio e baixo que se circunscreve às molduras e aventais graníticos de janelas, recortados, onde se penduram borlas, brincos e algumas parcas grinaldas" (BORGES, 1986, p. 117). As torres, embora enquadradas no conjunto, são já do século XIX. Estudos recentes apontam ainda o nome de António Pereira, o arquitecto e mestre de obras que trabalhou com Nasoni na Sé de Lamego, como eventual autor do risco deste Santuário (PINTO, 2001, p. 62). 
No interior, destacam-se os painéis de azulejo azuis e brancos, executados já no século XX por Miguel Costa, de Coimbra, representando cenas da vida da Virgem. O retábulo-mor, em talha dourada de linguagem rococó, filia-se, ainda que em menor escala, no do Mosteiro de Tibães. Este terá sido desenhado entre 1764-1766, por Frei José de Santo António Ferreira Vilaça e executado pelo entalhador Luís Manuel da Silva (SMITH, 1972, p. 401). "
(RC)


 


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Desde 1940, que este castanheiro junto ao Santuário está classificado como "Árvore de Interesse Público". A sua envergadura é admirável. 


 


 


 

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