O Amor não fere. O Amor não mata!

 


 


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Pois, não. Não, devia. Nem quando acaba. 


 


O Amor devia ser aceitação. Deixar ir o outro à sua vida, ou ir à nossa, sem magoar. Quando há filhos, principalmente. O Amor não devia ser egoísta. Maquiavélico a ponto de premeditar e executar um assassínio de alguém que, em tempos se amou, até ao ponto de se escolher para passarmos a Vida a seu lado.


E penso estar certa ao achar que, quando se elege alguém "para a vida", na maioria dos casos não se está a olhar a conta bancária, ou propriedades, nem títulos. Na maioria somos todos equivalentes, mesmo quando o não somos e o amor (louco e cego) nos deixa altruístas. Sem nos importar nada, absolutamente, do que o outro possa ter, pois só ele(ela) interessa.


É...isto do amor, bem analisado, tem muito que se lhe diga. Quando se ama muito, ao princípio, somos todos desapego puro! Apenas emoção e coração. Passado um tempo, de vida em comum, começa a razão a estragar tudo. E... quando se começa a "fazer contas de cabeça" e a planear, ou a reduzir tudo a nada, acende-se o sinal vermelho que devíamos levar em atenção.   


Nunca vou compreender por que razão alguém com filhos, não pensa neles primeiro e não opta por deixar a pessoa com quem já não se identifica, para ir atrás de outra, por quem se enfeitiçou. O diálogo, mesmo impossível não impede quem for, de sair porta fora... mas as conveniências (dinheiro e demais envolvidos) enlouquecem as pessoas.


Será preferível então matar, para ver se a "coisa" corre bem. Erguer uma vida depois, sobre um corpo morto. Um fantasma, que acabará sempre por assombrar a relação, que infalivelmente terminará. Porque o amor, desejo e variados sentimentos adrenalizantes que (os) levaram à traição, esfriam. Com o tempo, tudo se diluí do ardor e fúrias iniciais. 


Até, porque: muitas vezes a relação só dura e é fogosa, quando se trai. Esse "perigo" e "inflamação" só acontece porque se comete essa "delinquência". Por isso, tem tanto sabor! Há tanta "febre".  Depois, no dia a dia, em convivência normal... esmorece e termina. Amansa e fenece. Quanto mais se, se inicia, sobre bases podres. É inevitável que acabe.


"O crime não compensa" sempre o ouvimos dizer. E não, mesmo! O que ganham neste caso? O mesmo que noutros... destruíram-se os sonhos e futuros das crianças envolvidas (de ambos os casais) e, enquanto se põe termo à vida de um dos cônjuges, fere-se o outro, irremediavelmente, ao arrastá-lo para um calvário de "vergonha" (que nem é a sua, pois não prejudicou quem fosse, ou se portou menos bem). De visibilidade, que não pediu, ao ser apontado e motivo de cochicho quando passa na rua. Porque as pessoas são vis e segredam. Gostam de enterrar a unha na carne de quem sofre.


Porém, se os adultos engolem e aguentam, que remédio têm, esta chusma de atitudes de quem tem fome de sensacionalismo e pequenez de espírito, como ficam os miúdos quando ouvem na escola ou em algum lado... " o teu pai tinha outra mulher". Ou, " a tua mãe e uma puta e matou o teu pai..." porque não se faz o caso por menos. 


O Amor não fere. Não mata! Erro, crasso. O Amor é o sentimento mais nocivo que existe. O mais ácido e corrosivo. Quando queima... vai até ao osso e fura mais além. Não deixa nada como estava, ou foi. Não poupa pedra, nem que sequer o ferro, que perfura, sem contemplação.   


Então e como final da história, que se queria idílica: temos dois amantes que serão "felizes para sempre" doravante, atrás das grades de uma cadeia. Porque deviam lá ficar a vida inteira. Quem premedita e o executa com esta frieza e maldade, não tem perdão.


Uma mulher que será obrigada a criar os filhos sozinha e outra criança, que "perdeu" ambos pais. Para todas eles, natais e férias... a vida toda, desmoronou-se e ficará marcada por esta sombra e muita, muita, dor. A quem se deve agradecer? Ao egoísmo e perfídia de dois sacanas, ou ao tão já abandalhado, amor? Há tipos de amor que são tudo menos o que alardeiam ser.


Amar, na essência, é deixar ir. É desejar para o outro, para lá de nos deixar (às vezes) de rastos, o melhor, do melhor! 


 


 


 

Comentários

  1. Caiu-me uma lágrima não podia concordar mais com a tua última frase o amor nunca por nunca será egoísta muito me os frio o amor nso mata o outro e verdadeiro é puro amor faz com que queiramos ver o outro feliz mesmo que isso nos doa

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