Régua - Subir o Douro II

 


 


Subir o Douro de barco é recomendado largamente, por inúmeras pessoas que já o fizeram e as que tencionam fazê-lo, grupo em que nos inseríamos. 


Subi-lo, no entanto, não é como ir de Cacilhas ao Cais do Sodré. Nem a Belém. Nem na vista, nem no preço. Há que estabelecer bem o itinerário que realize essa vontade. Ou seja: Tantas pessoas, vezes os preços praticados, mais coisa, menos coisa. Porque há percursos com almoço incluído, mais longos. De comboio no regresso... Enfim! Cada um, saberá por qual opta.


Prosseguindo: Gostávamos de subi-lo de barco e regressar de comboio (matar saudades, de uma viagem que há muito não se fazia) e tivemos muita sorte... 


 


 Vamos lá, então... com a bênção do velho Sandman


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Um braseiro debaixo de sol, porque não quisemos englobar a parte de nacionais que ao som de música pimba, um ruído descomunal e danças de salão improvisas... davam "vida" ao ambiente.


A sério... "Meus amigos", escolham lá outra música e comportem-se. A paisagem estonteante merece-o!  Quem não aprecia "confusões" agradece...


3 Pontes


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Os gaiatos afastam o calor como podem, mergulhando ou molhando os pés no leito calmo do rio...


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Barragens do Douro


Continuando rio acima... alguém sofre de claustrofobia?


 


(Barragem do Bagaúste)


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O vídeo "ilustra" (não só a banda sonora, mas os machos latinos da praxe, em tronco nu). Este da imagem, - ah, corpinho Danone... - fazia questão de nos mostrar (além "fundo das costas"), mal abria a boca, a arte de "bem falar" troglodita. 


... dizia eu que: o vídeo mostra como se resolve o problema do desnível do rio. São cerca de doze minutos, talvez um pouco mais fechados dentro de um "buraco" com uma parede na frente a jorrar água e outra atrás, completamente vedada, uma altura de 17 metros (com gente lá muito em cima, toda contente a acenar e dois sinais vermelhos (alguns ruídos) que fazem parte do mecanismo de aviso de entrada de água e depois... é esperar e ficar de boca aberta quando passado o tempo estipulado ficamos quase cara, a cara, com os de lá de cima e capazes de lhe dar um aperto de mão... Adorei a subida do rio, mas este bocado, foi impagável. Ainda que se pense... se isto corre mal esta "caixa forte" inunda-se e vamos todos para os peixinhos e ficamos conservados em lodo. 


 



 


Vai subindo lentamente até, como disse, quase roçarmos com a cabeça na tal parte cimeira (que será uma passagem pedonal) onde estavam as pessoas que acenavam a olhar cá para baixo e quase podíamos cumprimentar.


 


Passado o desnível, prossegue-se...


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Aqui, um outro barco, que se cruza com o "nosso"  e ao mesmo tempo, na linha, o comboio que vem do Pocinho ou do Pinhão.


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Ao longo do rio vão-se vendo Quintas, umas mais conhecidas do que outras (na fabricação do Vinho do Porto) e uma paisagem riquíssima, enquanto se ouvem as explicações do interpretes sobre as "curiosidades" de cada local.


Tenho tantas fotografias, belíssimas que mais tarde publicarei do percurso, bem como da nossa subida de comboio até ao Pocinho e depois regresso (saída do barco) em Pinhão, "porto" importante no leito do rio.  


 


 


 


 


 


 

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