Sobre o apalpanço às adeptas do Porto

 


 


 


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Vivemos tempos complicados, digo-vos eu. Tempos, como há muito, não se viam tempos. Tarda nada, como na bola, temos de andar todos com as mãos nos bolsos ou somos punidos com cartão amarelo, ou vermelho directo. Tudo... é passível de queixa!


Agora, a sério! Ouvi a notícia e a queixa apresentada (por ambas) e não me admirei que neste caso, as "lesadas", se queixem de terem sido entusiástica e contrangedoramente apalpadas, por uma mulher.  Porque esse tipo de "privilégio abusivo" que costuma ser atribuído aos homens, é geral. E concordo com as raparigas em apresentar queixa.


O que não fiz e já é a segunda, que não a apresento, por pensar que as pessoas têm cinco alqueires de tento, mas não! Sucedeu comigo e com a minha "miúda" numa visita ao Jumbo, aqui da zona.


Na altura, que tivessem o dispositivo de alarme avariado, ou... quando compramos roupa em lojas do mesmo Forum se esqueçam de lhes retirar a etiqueta que "deflagra" o alarme, vi-me confrontada com um segurança que teimava em levar a moça a uma cabina, porque queria que se despisse. Isso, mesmo! O "senhor" queria que a miúda se despisse, para a "revistar".


Como se não bastasse o embaraço de estarmos a ser "barradas" (à entrada, note-se) com meio centro comercial a olhar para nós e a consciência de que: quem vai a entrar em algum lado, não pode ter roubado nada (lá dentro) pois que ainda não entrou... a "inteligência," do homem, porque a "posição" lho permitia, queria despir-me a "gaiata!"


Claro que não conseguiu, porque prontamente, disse-lhe. "Não! Não a manda despir a ela. Quem vai consigo sou eu e confirmará o que entende... apalpando o que eu lhe permitir."  Remédio, santo! Quando o colega, ao lado, se desculpou prontamente e viu que o outro podia estar metido em sarilhos, mal manifestei vontade de falar com o gerente/encarregado.


Aqui, as moças foram ver a bola. E alguém, na "posição de supremacia" que o cargo lhe dá, resolve revistar as raparigas e intensificar a revista deixando ambas em cheque e a sentirem-se vítimas de "excesso de zelo". Mas, não bastando... levaram para casa o conselho de que "esquessecem a queixa", porque...


Por quê? Por que motivo iriam esquecer a queixa, se foram apalpadas e também "invadidas" na sua intimidade, por alguém que se acha (talvez) acima da Lei, por... estar a representá-la e a impô-la num estádio de futebol? 


 


 


 

Comentários

  1. Nenhuma destes ignóbeis abusos de poder pode passar incolme que se faça justiça independente do género do agressor 

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