Importar este Costume. Celebrar um Dia de Acção de Graças é OBRIGATÓRIO!
Adoptamos tanto costume "alheio" que será OBRIGATÓRIO importar este.
Cabe a nós implementar este dia! Se nos formos dando ao costume de o celebrar e de começar a falar nisto, ele será adoptado. E é urgente que se "importe". Porque IMPORTA agradecer. Este Hábito sim. É de o trazer para cá e "consumi-lo" à mesa! À roda a da família e do pouco ou muito que se tenha. Do que se possa ir tendo ou ganhando... há que agradecer! Urge, agradecê-lo.
Claro que não me refiro a como os americanos o celebram, dada a sua grande importância histórica (embora para mim esse facto histórico me revolte um bocado, quando os verdadeiros nativos do país vivem em reservas) concentrados e "aprisionados" sem os direitos de um branco, é difícil "esquecer-se" esse "pormenor."

Mas é de agradecer que se fala!
Agradecer um emprego, que é um desejo "quase" inacessível, de alguns actualmente. O que vem por acréscimo. A saúde! Os nossos filhos, que são a bênção mais bonita. O nosso maior bem! Todos os nossos entes queridos. Ficar grato pela amizade e carinho. Muitas vezes, pelo auxílio em tanta fase da vida, que os outros nos prestam ou lhes podemos dispensar, sejam eles os amigos(as) ou mesmo desconhecidos. Até os que nos desiludiram, trouxeram sempre algum ensinamento na decepção e, por vezes, uma pessoa bem melhor depois deles.
Os vizinhos, incluindo os rabugentos e barulhentos, para os quais não se tem muita paciência! É duro, mas ser tolerante, faz de nós boas e melhores pessoas. Condescender, com a parte da família com que não nos damos, mas é nossa. Faz parte do nossos genes. Respeitar a de todos. A estabilidade mais ou menos presente. Sei, lá! Muito, que nos passa ao lado, quando andamos sempre irritados ou insatisfeitos com boa parte.

Jennie Augusta Brownscombe
O primeiro, Thanksgiving at Plymouth, 1914 - Pilgrim Hall Museum, Plymouth - Massachusetts
Temos tanto, mas tanto para agradecer (em relação a alguns menos bafejados pela sorte) para e centramo-nos no que nos "falta," quando por vezes, não falta nada. Em relação a certos casos ( a maioria), somos ricos! Nunca passámos por uma guerra. Temos um país mesmo, com gente meio doida que vota nos que os prejudicam, da melhor gente do mundo!!! Somos livres. Abertos. Portugal é lindo e um sítio bom para nascer e viver, apesar de tudo, entre muitos, por esse Mundo fora...
É mais uma "desculpa" para reunir a família (conceito que vai perdendo o sentido) com cada um fechado num quarto, ou sala, diante do computador e televisão horas a fio, sem dizer palavra... Que não precisava ser um almoço "faustoso" ou elaborado, como o natal, mas que tinha todo o significado (a meu ver) importar-se do país que o mantêm como tradição.

Mais do que o Halloween que todos seguem e elevam, àcondição de festa imperdível...
Um Dia de Acção de Graças, a implementar, é OBRIGATÓRIO!
Dirão alguns, levando as mãos àcabeça, que seria mais um problema! Stress, acrescido. O tempo não está para gastos... mas afinal o que pode ser tão aflitivo e indesejável, se seria somente, mais uma reunião de família. Um almoço, ou um jantar. Simples, reunião.
Pois! Família para muitos é uma palavra "assombrada", lembram-se logo de quem não se gosta! Com quem não se fala, às vezes já nem se recorda o motivo por que razão deixámos de falar, ou embirramos com "a" ou "b" mas, não seria óptimo fazer-se um esforço?
Ou... deixemos esses metidos com eles, no meio dos outros e não seja por isso que não se agradece. Pronto! Há sempre uma solução. Mas, reuníamo-nos todos, agradecendo-se o que se tem e os que estão presentes. Uma riqueza inestimável, são os presentes (pessoas) não os presentes (coisa)

Quantas vezes ao longo de um ano, no natal seguinte, nos falta alguém, do anterior. Nesse, nunca pensamos como a vida não pára. Não se apieda!
É tão importante dar graças, por eles. Por todos, na nossa vida e na vida, uns, dos outros. O que interessa realmente não são as festas, nem os gastos (que cada vez são menos aconselhados) mas celebrar e agradecer, o que se tem e quem está ali, naquele dia. Agradeçam-se os frutos, os vegetais, o pão. Mais, um mês. Nova estação. O que cada dia... é nosso e que a nós pertence e ainda, com afecto, dispensamos a quem tem menos.
Depois... por vezes fazem-se verdadeiros milagres! Lindas e saborosas celebrações com pouco investimento. Basta inspirarmo-nos no mais importante. O amor!
O amor que nos move e faz girar o mundo!!! E esse mundo, um pouco mais habitável. Eu... agradeço! Mas, acho que agradecemos tão pouco, o que temos!!! Somos... tão ingratos, afinal.
Mais facilmente reclamamos pelo que não temos, do que agradecemos o que temos.
ResponderEliminarPenso que sendo importado este dia, acabaríamos por "estragá-lo", por fazer dele uma celebração que nada teria a ver com o significado pretendido.
Por acaso aqui na escola da minha filha, reparei que, para celebrar este dia, fizeram uma ementa especial no refeitório.
Somos, por natureza, reclamantes. Pouco há a fazer sobre isso. E somos também muito sugestionáveis quanto a importar o que não tem nada a ver connosco. Valentine's day (um furor) Halloween (outra loucura) só o que têm a ver com gratidão, "não nos cheira". Talvez alguns o estragassem como tudo em que põem a mão, mas outros não!
ResponderEliminarAinda, há e tenho muita esperança, gente consciente e humilde. De boa natureza, que é grata, até pelo pouco que tem. Seria bom que o implementássemos. Baseado na união e no agradecimento. Também só o deixávamos estragar-se se quiséssemos. Tudo está, sempre, nas nossas mãos.
Obrigada pela visita, Marta. Uma boa tarde e um excelente fim de semana para si e todos os seus.
A propósito das suas palavras, de que está sempre tudo nas nossas mãos, deixo-lhe aqui este pequeno texto que escrevi, e que servirá de introdução para um livro que pretendo escrever um dia.
ResponderEliminarBom fim de semana para si também!
Espero que o conclua e que obtenha sucesso e muita realização com esse livro. E outros, que possa querer, ou ter sonhado escrever.
ResponderEliminarMas... penso que a Marta percebeu que, quando digo que está "sempre tudo" nas mossas mãos, queria falar num sentido abrangente. Não, num específico. Realmente não está tudo nas nossas mãos. Por exemplo: A maldade dos outros. A manipulação de que são capazes, para humilhar e destruir outros, quando não conseguem moldá-los ao que lhes serve. E muitas outras situações, do que ali fala, sucintamente ou gerais igualmente. Não! Não está tudo nas nossas mãos. Tem muita razão. E nem sempre perdoar, ou não guardar rancor é possível, por mais que se tente! Era bom que não tivéssemos memória e, aí... talvez resultasse. Contudo, o mal que nos fazem marca-nos profundamente, quando é tão vil, que não há...não, não há, hipótese de perdão. É feio dizê-lo, e é péssimo guardar rancor, odiar, ficar a remoer no passado e isso tudo que diz ali. Mas, falar, denunciar e muita outra coisa do que aponta como benéfico e simples, também é muito relativo. É preciso que nos deixem falar! Não deturpem o que dizemos. Que estejam dispostos a ouvir a todos e não só quem lhes convém, ou se tem empatia, ou amizade. Eu podia falar sobre isto, toda a tarde, (num falar global) para acabar também SEMPRE a concordar (discordando, saudavelmente, em alguns pontos consigo) e sei que a Marta, de certo modo, entende o que quero dizer. Como até estará de perfeito acordo com o meu ponto de vista. Mas tudo que diria, acabaria por ser insignificante. Irrelevante, E também não importa. Mas, não.
Não temos tudo nas nossas mãos, Marta! Ambas sabemos disso muito bem. Se estivesse nas minhas mãos... o meu pai ainda estaria aqui. Entre nós. E tanta coisa que se eu pudesse (por estar tudo nas minhas mãos) faria. Como tenho a certeza de que a Marta e outros, anulariam o que nunca poderá ser anulado. São estas nuances da vida que nos vão também moldando e tornando humildes e conscientes da nossa pouca importância neste Mundo.
Um beijinho, Marta e por favor não leve a mal, ou leia nas minhas palavras o significado que não têm. É apenas uma conversa. E obrigada, por ela. Por esta "discussão" boa! Bom fim de semana
Claro que não levo a mal, Maria!
ResponderEliminarÉ também para isto que servem os blogs, e os nossos comentários - para trocar opiniões e pontos de vista, ainda que diferentes, saudavelmente.
Adorei este tru texto esquecemos o essencial a conta dos acessórios que vamos vivendo no dia a dia
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