Meri Kurisumasu - O Natal no Japão
No Japão existem poucos cristãos. Os japoneses são, na sua maioria, budistas ou xintoístas. Logo, o Natal é mais um feriado importado. Com o valor comercial do Halloween ou do Valentine’s Day, embora a sua popularidade cresça a cada ano que passa.
Nos anos 80 a sociedade japonesa tinha um poder de compra muito alto e um "público alvo". Os jovens consumidores. Assim, deu-se início a uma campanha de marketing que associava o Natal ao amor, ganhando este um papel romântico, muito diferente do, do ocidente.
No Japão reforçou-se, então e principalmente, o carácter de um encontro romântico a dois, pelo Natal. Daí, que Imensos casais de namorados, comemorem a sua relação num jantar ou passeio amoroso, na noite do dia 24, para 25 de Dezembro.
Trocam presentes entre o casal e a noite, normalmente, termina nalgum Hotel do Amor. A procura, é tão alta, que a reserva deve ser feita antecipadamente. Existe, mesmo, Love Hotel com tema de Natal

Mas os Japoneses cada vez, aderem mais a este costume e como acontece noutras partes do mundo os centros comerciais, especialmente os maiores e mais turísticos, são decorados com a árvore, luzes (por toda a parte) e todo o ambiente típico da época.
Embora as ruas também sejam (altamente) decoradas, o Natal no Japão não é tão importante como nos países em que é a festa principal.

O que já é tradição para os japoneses, é comerem frango frito e bolos decorados, bem como o (bolo de Natal que é basicamente um bolo de chantilly com morangos de nome Kurisumasu Keeki).

Porém... explicar, ou querer, que um japonês dê o mesmo significado que um ocidental ao Natal é difícil. As tradições e as culturas são completamente diferentes, sem a "carga" histórica e emocional que liga um povo e o outro a Jesus e ao seu nascimento.
Para além de existirem cristãos no país, como espalhados pelo mundo, são uma minoria. E aqui... se comemorar a data de outras formas, com um "fausto" luminoso que poderá ser belo, mas causa danos irreversíveis no ambiente.
Post publicado originalmente em:
20/12/216 no blogue Chover no Molhado
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