Um fim de tarde... extraordinário!

Num estado de enlevo completo as emoções eclodem e extravasam-me. Fui sempre assim. Os outros riem, se choro.

O que hei-de fazer... se me toca por dentro, no mais profundo de mim, a perfeição, absoluta? A beleza na essência mais pura.



Sempre saí de um concerto, empolgada! Leve como uma pluma, a murmurar sons das partituras. Inspirada, até ao âmago.
Repetindo letras e a discutir acesamente actuações se a música, é outra. Esta... é aquela, a que costumo chamar, o som dos deuses. Pois só grandes espíritos, escolhidos por uma entidade divina, são capazes de nos legar tais obras... por lhes ter sido concedido tal, dom.
Hoje, tive o grato prazer de assistir ao bailado "O Quebra Nozes" de Tchaikovsky, interpretado pelo Russian Classical Ballet. Que extraordinária tarde! Que excelência de actuação.
Vim, pelo caminho a levitar. Como se eu, pobre de mim, também pudesse dançar assim... tão fantasticamente. Quem dera!
Na impossibilidade... limito-me a fechar os olhos e a reportar-me ao lugar, para reviver tudo, enquanto trauteio partes e evoco, movimentos.
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