Um dia, por Rio Maior
As Salinas de Rio Maior, situadas no sopé da Serra dos Candeeiros a três quilómetros da cidade, são as únicas no interior do país. São muito antigas, contando com cerca de 842 anos, sendo que: primeira referência à sua existência data de 1177, mas pensa-se que o aproveitamento do sal-gema já seria feito desde a Pré-história.
Estão classificadas como Imóvel de Interesse Público desde Dezembro de 1997, e são também as únicas que ainda se encontram em pleno funcionamento na Europa. Cercadas de árvores e de campos de cultivo estão consideradas uma maravilha da natureza e são sobejamente conhecidas e visitadas por turistas nacionais e estrangeiros.

O mar, no entanto, dista das Salinas 30 quilómetros, o que faz delas um fenómeno interessante. A admiração de quem as visita prende-se exactamente com o facto de, saber como, ficando o mar a cerca de 30 quilómetros, surgem as Salinas neste lugar?

Isso poderá explicar-se pela existência de uma mina de sal-gema, extensa e profunda, atravessada por uma corrente subterrânea que alimenta um poço e faz, com que a água dele extraída, seja salgada. Porém... essa água não é apenas salgada como a do mar "ali, ao lado" mas, sete vezes mais salgada, do que a deste.


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As Salinas de Rio Maior, surgem como uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, junto à qual se destacam tanques de formas e dimensões irregulares, que a partir da Primavera se enchem de água salgada dando origem a alvas pirâmides de sal, feitas pelos marinheiros (como são conhecidos os homens que trabalham nas salinas). Esses tanques onde o sal se "reúne e retém" são feitos de cimento ou de pedra. Têm tamanhos variados e normalmente são de pouca profundidade.

Os esgoteiros, as eiras e as casas de madeira para armazenagem do sal, completam o conjunto que conhecemos e chamamos de Marinhas de Sal de Rio Maior. A forma de trabalho (ainda) é rudimentar e semelhante à que é feita nas Salinas que se situam à beira mar.
As Salinas tornaram-se um ponto de interesse para todos os que visitam Portugal e não só. Por ali se encontram, algumas lojas de que comercializam o produto mais famoso da região. O sal!
Assim: além dos sacos de sal embalados de forma artesanal, consoante a sua especificidade, o que se torna bastante apelativo, há os presépios de sal e os queijinhos de sal (que são cozidos em forno de lenha muito aquecido, conservando-se por muito tempo) ou podendo ser utilizados como tempero. Réplicas das pás e outros instrumentos utilizados na extracção daquele produto.
As velhas casas de madeira suportadas por troncos de oliveira que preservam a forma rústica original, têm um sistema complexo de fechaduras em madeira também, muito interessante de observar, para evitar a oxidação dos metais muito expostos à presença permanente do sal.
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