Está assim...
Actualmente...

fotografias minhas (Julho 20019)


fotografia minha (Julho 20019)
O que antes, era assim...

fotografia minha (20015)

fotografia minha (20015)
E tudo isto desapareceu!
Setecentos anos de História. Que nenhum de nós verá, outra vez, igual...

fotografia minha (20015)
Resta areia escura com "esqueletos" calcinados de árvores, que da imponência apresentam um coto...amputadas pelo fogo, são pilhas de cinza morta. Carvão, insolente que nos retribuiu o olhar.

fotografia minha (20015)
Onde antes a mata se erguia... estendendo o seu régio manto verde, a perder de vista! Hoje? Não há nada! Nada.
São quilómetros e quilómetros de vazio. Na parte de S. Pedro de Moel ainda, talvez, pior. Uma revolta surda, que se engole a cada metro, revivendo uma meninice e juventude felizes. Parte da idade adulta em que me sinto abençoada por ter ali estado e ter ainda estas memórias vivas, de um tempo que jamais pensaríamos ser possível assistir, ao que agora nos "brinda".
Está assim, em alguns lados...

fotografia minha (Julho 2019)
Onde a natureza já teima em contrariar quem a quer destruir... mas, sinceramente na maior parte da extensão de terreno o cenário é de caos. De, guerra!
Como se tivessem caído ali vários misseis, explodido e arrasado tudo. É silêncio e luto! Apenas esqueletos de árvores carbonizados, que ainda resistem e de outras que... ou, por si, se partem ao meio e por ali ficam quebradas num cenário dantesco, no meio de pilhas e pilhas, de toros lambidos pelas chamas até ao âmago (cortando-nos o coração, às tiras) ver tal, espectáculo.
São fantasmas... erectos, semi-partidos, ou totalmente desfeitos, na paisagem, que nos testemunham o que de mais vil existe na Terra e que somos capazes de fazer-lhes. Nem tive coragem de tirar mais fotografias para transmitir o que vi.

Quem conheceu esta zona, a palmo, como eu conheci... não é capaz! Até nos custa respirar! Os olhos não nos conseguem ficar secos!
Onde antes se soltaram gargalhadas, descansou, brincou e se foi extremamente feliz? Hoje... não há nada, a não ser cinza! Cepos negros, como espantalhos sinistros, é o que se encontra a perder de vista! Não se ouve, nada! Porque todas as aves partiram. Os animais... ou pereceram, ou não voltarão tão cedo.
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