PaLácio de Mateus - Exterior da Casa e Jardim
Para falar e "ilustrar" esta publicação sobre a CASA DE MATEUS (palácio) tenho de fazer, pelo menos, duas publicações tal a riqueza do exterior (jardins...) porque a casa (por dentro), optámos por não a visitar.
Não vou dizer que quem viu uma casa destas as viu todas. Isso, seria uma perfeita idiotice; porque nenhuma história de família, é igual a outra. Os gostos decorativos do mobiliário, ou da traça arquitectónica coincidem.
(Todas as fotografias, são minhas)


Acredite-se que no Jardim, principalmente um lugar em particular, deixou-me encantada! Além de que o Palácio de Mateus é considerado uma das mais bonitas casas do período barroco no nosso país!

São dois dos exemplares existentes na propriedade, que nos cumprimentam logo à chegada. Para os quais, olhamos (em altura) até nos doer o pescoço.




Estava um dia que intervalava entre nuvens e sol, frio bastante, mas agradável para deambular por entre esta preciosidade...


A igreja e uma das partes laterais do Palácio que ilustrarei (mais me pormenor noutro post)



Com os pássaros por guia, fez-se uma visita capaz e tranquila, sem sobressaltos ou muitas esperas para ir aos recantos de toda a propriedade, por estarem lá outros a fotografar. Foi muito pacífico e bom...


No lado oposto a este sítio, está o lugar (que referi em cima) e que me deixou completamente fascinada.

Ao vê-lo fui imediatamente transportada para as paisagens da Floresta Negra e daqueles Wallpapers que se veem (procuramos, às vezes pela sua raridade)… ali, estava! E era-me impossível retirar os olhos desta pérola!
Um túnel "servido" por uma sóbria (clássica) e ampla escadaria de granito, de degraus amplos e altos, "constituído" todo ele de árvores antiquíssimas, aprumadas e alinhadas - lado a lado -, que cresceram e foram-se estendendo de modo a formar esta "galeria" perfeitíssima, de ramos e matéria orgânica - folhagem e musgos -, onde o sol não entra!

Creio que, nem num dia muito solarengo, ali dentro entra luz. Todo o "tecto" é ramagem impossível de destrinçar, deixando somente (muito reduzidas) e pequeníssimas nesgas de claridade que não iluminam! Certifiquei-me a observar com detalhe o "cerne"... e escusado será dizer que de todos quem ficou "fã" deste "refúgio", fui eu.
É sublime! Pode ter sido imaginado pelo homem para que resultasse em algo bonito e especial, mas penso que ultrapassou em muito as expectativas do seu "criador", porque a natureza superou-se a si e foi "gerando" algo majestoso e nada vulgar.
Sinceramente nunca visto por mim em lado algum, semelhante, que não em filmes e cenários de (por exemplo) O Senhor dos Anéis.

Aqui as imagens com flash, de modo que se perceba aquele "rendilhado" de ramos coesamente entrelaçados uns, nos outros.


A parte do topo. Toda fechada...

Visto de baixo, para cima. Na frente está o jardim com o lago, já na parte traseira da casa/palácio (enorme) ao fundo.

Ao lado, este maravilhoso conjunto de lagos e de bucho trabalhado artisticamente.



Outro gigante ancião...



Para lá da beleza, grandiosidade e história, todos achámos estupidamente caro. Pagámos 8.50€ só, para visitar os exteriores. Sem direito a nenhuma "mordomia" ou outra acessibilidade (por exemplo, um mapa discriminativo do lugar). Sinalização elucidativa (pontos de interesse, curiosidades de quem construiu e por quê, e mais relevantes) do que se estava a ver.
Porque: Palácio e Jardim seriam 12,50€. Se bem que... encontrar-se ali uma biblioteca com seis mil volumes, onde podemos apreciar a célebre edição ilustrada dos Lusíadas de Luís de Camões de 1816, nos deixe hesitantes a pensar... Com uma pena enorme depois, de não abrir (mais) os cordões à bolsa (éramos cinco) e se quiséssemos "alinhar" na prova de vinhos, visita à Adega, prova de vinho do Porto, tudo que pretendêssemos... iria acrescendo euro, após euro, o que perfaria (no nosso caso cerca de 110€ ou mais). Para quem vem de longe, acrescentando-lhe a gasolina, acho uma exorbitância! Quase... "imoral".
Não se admite que a (nós) portugueses que queiram visitar o seu riquíssimo património cultural, seja devido pagar tanto.
Penso que nem na Regaleira, Monserrate, Palácio da Pena e outros se torne tão dispendioso. Embora tenhamos de contabilizar o destino (de onde vem) quem visita. No entanto... lá fomos e adorámos o que se viu.
Quem terá visitado a casa, estará ainda em melhores condições para falar sobre esta jóia...serão fotos que abundam pela net e informação detalhada sobre a matéria. Mesmo que nada substitua a presença ao vivo, claro.
Esta, é uma das inúmeras maravilhas que o nosso país (pequeno mas lindíssimo) alberga. Pena, como digo, que "os da casa" paguem como outro qualquer. Lástima, que não tivéssemos visitado a casa porque não somos abastados e separavam-nos muitos quilómetros do regresso "à casa" de partida.
(Continua no próximo post...)
Post publicado em 14-05-2018 .
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