Barragem do Arade
Serpenteando, curva, contra curva, numa estrada de terra batida, apertada. Debaixo de um calor quase insuportável, pensamos não ir dar a nada, mesmo que a placa identificativa apontasse para ali.
O Rio Arade nasce na Serra do Caldeirão, serra que "palmilhámos" em boa hora, olhando os declives, controlando se outro carro surgiria e aí... tudo se complicava.
Contornando, calma e ordeiramente cada novo "nó", sempre a subir... para chegar aqui! A esta paz e beleza, que só presenciando se pode quantificar.

A Barragem do Arade foi construída em 1955 começando a funcionar no ano seguinte, cumprindo a missão de fornecer água para rega aos agricultores.

Entre o trinado dos pássaros, o zumbir de alguns insectos, a calmaria completa que a dança das ervas e o azul das águas, perfeitamente límpidas, proporcionava, encontrámos algumas caravanas estacionadas. Quem usufruísse, sentado numa cadeira de praia, da tranquilidade e do promontório lindíssimo. Perguntamo-nos, como é que alguns não sendo naturais do país, descobrem belezas que nos são alheias?


Nada a poderá descrever, em publicação deste teor, como vê-la ao vivo em toda a sua extensão, pode. Nenhuma cor, som, cheiro, exprime o que ali se encontra.
No meio de uma Serra cujos cumes se sucedem e não descortinam rio algum, ou curso de água. Senão muito no cimo... como os víamos e "namorávamos" com intuito de os visitar, perto da casa onde ficámos.



Perto dela, mais adiante e um pouco à parte, uma outra. A do Funcho. Que não visitámos, mas ficará, quem sabe, para um dia.
Esta, valeu o pouco de receio, o calor e o desconhecimento da zona. A outra, pelo que já pesquisei, difere um pouco e é mais recente.

Para que ninguém duvide que ele existiu, mesmo que lhe apaguem as "marcas" deixadas por aí, eis o nome... Salazar!


A vista daquela que, por dias, foi a "nossa casa" ao entardecer... esta paisagem! Verdadeira pintura, digna de ser imortalizada num quadro.


O nosso pequeno, grande país, é muito bonito!
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