Dias de Canícula

Ao chegar à praia cedinho nada bule, só as gaivotas planam no céu. Volteiam e caem em voo picado na água, vendo lá do cimo o prateado dos peixes, a serpentear dentro das ondas.
Uma estrela-do-mar agonizava na areia seca, "fruto" de uma maré que já esteve cheia e agora se retirou mais para baixo, não lhe dando tempo de a acompanhar.
Perante ela e a sua beleza, sobrepõem-se a mágoa de quando a vida termina, assim! Tanta água à vista e pode morrer-se, à míngua de água. Consternada e depois de tentar ver se reagia, trouxe-a para a toalha, já inerte, quando a encontrei.

Recusei-me a deitá-la no lixo! A deixá-la, abandonada. Ainda para alguém espezinhar? Não!

Descansa hoje numa das prateleiras da estante. Olha-me enquanto escrevo. Foi... mais um nascer de dia, a que mais tarde se registou o acontecer da quase noite.

Um dia que pareceu pequeno, passado, em grande!


Dias de cumplicidade, riso e brincadeira! Quando os pés furam a areia e se encontram bivalves fresquinhos, ainda a tentar escapar, que mais tarde se comerão bem acompanhados.
Adorei tudo, até as fotos
ResponderEliminarSão fotos minhas. Sem técnica, muito simples e apenas tiradas com telemóvel. Muito obrigada, pela visita e por ter gostado! Uma boa noite e um bom fim de semana.
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