ERMELO

Aquele cheirinho que só o Norte têm... a franqueza no rosto, olhares, sorrisos. O ser prestável, porque sim e gostar de sê-lo sem obrigação. Ao mesmo tempo para quem gosta de uma certa paz...estar perto de tudo, isolado.





Por entre paz, arvoredo, rio e montanha. Zumbidos de abelhas e canto de pássaros. O despertar com os badalos das ovelhas, o assobio do pastor e o latido do cão...

Por vizinhança um bando de gatos que vinham espreitar-nos e que também "adoptámos" e alimentávamos todos os dias... o viver das coisas simples, belas. O dar valor a um pequeno mundo (isolado) dentro de outro barulhento donde fugimos...

Pareceu-nos o Paraíso. E era. Foi, enquanto ali estivemos mimados por todos, cumprimentados afavelmente por quem nunca nos vira. É impagável e sempre genuína a hospitalidade das gentes do norte.
A cesta cheia de fruta, doces e mel à chegada. A disponibilidade de quem prima pelo bem estar de quem acolhe.

Éramos nós e pouco mais! Éramos nós, a natureza e as tradições. O rio lá em baixo serpenteante. Uma vista que abrangia outros conselhos, da janela com alpendre onde comíamos ao som das avé Marias, vendo a noite descer sobre as casitas e as luzes acenderem-se, ao redor, como num presépio...






Flores e mais flores... o cheiro de arroz de forno, ou do cabrito assado. O fumo a sair das chaminés. O recolhimento depois de um dia de trabalho e o merecido descanso. O despertar das lendas e o despontar da magia...



Uma, outra companhia afoita e intrigada...que logo se esgueirava para não ser vista!


As espreguiçadeiras com a montanha na frente e um céu espantoso. O forno, a cadeira de balouço e o adormecer com os zumbidos e arrulhos. A piscina... em cima.
E um sem número de lugares lindos para conhecer, à volta (Fisgas, Peneda, Gerês, Serra Amarela, Soajo...) Ponte de Lima, Monção, muitos lugares por onde andámos (numas férias inesquecíveis) e sobre os quais vos mostrarei noutro post.
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