Loulé

O Algarve, por estes dias, está irreconhecível. Discutia isto com o meu irmão, ao almoço. Não é só a falta de turistas devido a esta pandemia. O desemprego que isso acarreta. Porque se "construiu" a ideia de que o turismo da maneira que vinha a crescer, ocupando todo o espaço, por mais exíguo, recorrendo às vezes a, práticas pouco recomendáveis para desinstalar pessoas dos seus lares e locais de interesse, nunca acabaria. O certo é que nada dura para sempre!

Agora torna-se peculiar serem os portugueses a "valerem" ouro. Uma vez que são praticamente os únicos que poderão remediar uma época estival condenada ao fracasso, quando antes, pouco, ou nada, valiam.
Nota-se uma mudança de atitude avassaladora. Nunca vi, anteriormente, na Marina de Vilamoura nenhum empregado andar na rua a angariar clientes. Sim, filas intermináveis. Tudo amontoado, para entrar nalgum sítio. Sítio esse, onde os nacionais pareciam não ser bem vindos. Até menosprezados no atendimento, que era dispensado com muito mais atenção, aos de fora.

Mercado

Redondezas do Castelo
As ruas têm pouca gente. Os estabelecimentos estão, quase vazios. Dá uma certa pena assistir a esta debandada. Que, sabe tão bem, finalmente!


Parece que voltámos a ser cidadãos de primeira no nosso país. Acarinhados e atenciosamente "servidos", sem presas e desmazelos.

Pena que tenha sucedido por este motivo. Não há nada mais triste do que andar na rua e não poder, apesar do colorido e leveza das roupas, assistir à despreocupação e aos sorrisos e conversas efusivas das pessoas.
Afastar-nos dos outros, é tão primordial que... acabará por criar um hábito, que será difícil perder, não é nada nosso e que, criticávamos nos países mais frios.
Acho que continuaremos a afastar-nos dos outros durante muito tempo... Um grande beijinho
ResponderEliminarVerdade, Nala! É também o que penso. É triste essa realidade, mas ser´inevitável. Custa mais, ainda, quando nós "éramos" um povo tão caloroso e afectuoso. Obrigada pela visita. Um beijinho
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