Recordando uma Feira que Gostava de ver Regressar a Portugal

Há tempos, creio que no ano passado, houve esta Feira no Museu da Marinha que versava a cultura de um povo que admiro e sobre o qual, tento aprofundar o meu conhecimento, lendo e pesquisando tudo o que consigo e mesmo assim, sinto-me aquém do desejável saber.

Um povo não é só a "teoria" que aprendemos nos manuais! É a vivência quotidiana, a aprendizagem de tudo que não fazemos ideia, sobre uma cultura. A riqueza do que vem dos antepassados. Coisas que nunca estão nos livros, porque apenas são transmitidas de clã para clã. Era, após era. Guardadas e aplicadas, muito especialmente em ocasiões ou decididas por assembleias que, assim de longe, jamais poderemos imaginar.
Escudo de combate

Um artífice e o seu fole, alimentado a fogo e lenha.




Vários utensílios


Ao som da belíssima música tradicional, as explicações, breves! Dadas, sempre com simpatia, num inglês impecável. Comprei uma garrafa de Hidromel. A primeira bebida inventada pelo homem, dizem. A que alguns dão o nome de Bebida dos Deuses.
No café, próximo, aonde vou muitas vezes quando vou a Lisboa, podiam igualmente degustar-se manjares da cozinha Viking.




Parecia bem confortável...

Entrei e concluí, que é bem agradável.

Os desenhos tradicionais...


Cá está o néctar! Querem saber se é bom? É pois!
Skoll...

Diz-se que o termo “Lua de Mel” vem do hábito de se tomar hidromel.
Há registo de vários povos, onde o pai da noiva oferecia ao casal logo depois do casamento, um lote de hidromel para ser consumido nos 30 dias (um ciclo lunar completo) imediatos ao casamento. Os noivos, na sua intimidade, comemoravam a união matrimonial e acreditava-se que bebe-lo ajudaria à fertilidade do casal (à fecundação e ao nascimento) do primeiro filho.

Nalgumas mitologias antigas é dito que durante a Idade de Ouro da Grécia Antiga, na Escandinávia e demais países nórdicos, o hidromel era considerado a bebida preferida capaz de trazer todas as respostas às perguntas realizadas, ganhando por isso, a alcunha de Néctar dos Deuses.

As primeiras evidências arqueológicas para a produção de hidromel datam do século VII, A.C. na China. Mas alguns especialistas acham que a humanidade já se inebriava com ele, muito antes dessa data. Existem relatos de uma bebida similar na Mesopotâmia, Babilónia, ingerida por Gregos, Romanos, Celtas, Hindus e até mesmo entre os Maias.
A bebida é cada vez mais popular após a sua divulgação em séries e filmes, como Vikings, Dungeons and Dragons, Skyrim, The Witcher, O Senhor dos Anéis, Beowulf, Harry Potter e, principalmente, em Game of Thrones. Esta divulgação renovou o interesse pela bebida e possibilitou que ela entrasse no quotidiano das pessoas, facilitando o seu acesso e saindo, assim, dos limites das feiras renascentistas.

Desmitificando vários Mitos sobre os Vikings
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