Uma Beleza Extinta
Fotografias minhas

Quando a felicidade tinha rosto. Troncos frondosos, seculares Hoje? Nada resta!

Pinhal de Leiria

Onde tardes se fizeram noite, ainda clara...

O cheiro a maresia casava intenso, com o do pinhal. Ouviam-se os murmúrios das ondas, entre o cantar dos pássaros e o ciciar das cigarras.

Um dia... talvez volte ao que era.

Mas, as vidas, ninguém as traz.

Na estrada que desce das Pedras Negras antes da Praia Grande a caminho do Farol e de S. Pedro de Moel... costumava apanhar louro. Beber água fresca do fontanário escondido.

Pouco há, hoje, que se mantenha fiel ao que foi. Chamavam-lhe as Árvores Notáveis. Eram-no, sim senhor!

Só o alcatrão persiste.

"A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira".
Provérbio árabe
Observará quiçá, também, que da mesma madeira é feito o fósforo que devasta a floresta.
Adorei o texto e as fotos que ilustram esta reflexão. O final não podia ser mais verdadeiro
ResponderEliminarExplique-me, se puder!
ResponderEliminarJá assinou, Eu. Depois mudou para Sandra.
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Agora é Citadora
ResponderEliminarO pinhal de Leiria tão belo.
Um crime sem culpados...
Como é apanágio do nosso país, Anita! Todos os anos há fogos. Não falha um. E culpados castigados exemplarmente quantos foram? Nenhuns. É triste. Muito triste. Um beijinho e um bom dia
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