Comur - Óbidos (Álbum de Recordações)
fotografias minhas

Quando forem a Óbidos. Entrem na Comur. Fica ao fundo da rua, quem vai pela esquerda, quase junto à porta do Castelo.


Qual universo Steampunk, ou, um "cheirinho" de Harry Potter.... vale a pena!

Num mundo de magia que é toda a Vila de Óbidose a região limitrofe existe a Comur. É um universo completamente à parte do que costumamos ver nas normais lojas de comércio de conservas. São paredes revestidas de arte em latas, contendo dentro inúmeras variedades do melhor produto português, mas, também, um manancial soberbo de prateleiras e prateleiras de livros doados por um filantropo, assim me disseram.
Tecto
Uma parte dele, lindíssimo, que não consegui fotografar na totalidade, pois estavam mais pessoas na loja e a proximidade, nos dias de hoje, é de evitar...

Uma diversidade enorme em latas que, curiosamente têm, o ano de nascimento de cada um que as quiser adquirir, além de muitas mais delícias dentro.

Uma preciosidade em livros.

Não são lingotes de ouro, mas parecem...

São caras, é certo, mas cada lata é um pequeno tesouro. Litografada com gosto, reportando ao passado. Aquando da compra é-nos dado um folheto com toda a história. Um dia, não são dias e faz-se uma pequena loucura.

Uma "espécie" de passaporte que nos guia por todo o processo e história. Através de métodos de produção artesanais que respeita e enaltece um conhecimento de décadas a Comur destaca-se no universo conserveiro português.

O imprescindível (e odioso) gel, que não nos deixa esquecer o momento devastador que atravessamos.


História
Esta "aventura" inciou-se em 1942, com as enguias da ria de Aveiro em molho de escabeche. A lata tinha gravado o ano 1942 e muitos clientes começaram a perguntar se não faziam outras datas. A ideia foi aprovada e passaram a haver latas de sardinha em azeite com todos os anos, impressos.
Das 17 variedades de conservas, que vão dos peixes mais comuns; a sardinha, cavala, atum, petinga, carapau e peixe-espada, a Comur também produz alguns exclusivos, que afirma não existirem em nenhuma outra parte do mundo.
São eles: linguado, robalo, dourada e corvina. Também há uma variedade de conservas fumadas: truta, ovas de bacalhau, linguado, mexilhão e salmão. O polvo e o bacalhau são assados no fogareiro, à antiga, como se pode comprovar numa visita guiada à fábrica. Há também, alusivas aos Santos Populares, latas de Sardinha com pimentos e outras especialidades.
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