Castelo de Palmela
Publicado, originalmente, em Maio 2015

O castelo de Palmela ergue-se no contraforte nascente da serra da Arrábida e dele se avista uma extensa área de Sines a Sintra. De difícil acesso, possivelmente só foi ocupado em épocas de maior instabilidade militar. Não se conhecem referências anteriores à sua conquista por D. Afonso Henriques (1148), que terá reforçado a fortificação árabe e posteriormente doado aos freires da Ordem de Sant'Iago que em 1191 retiraram perante a investida almoada.
Destruído, foi recuperado em 1205 por D. Sancho I que confirmou a doação à Ordem de Sant'Iago que aí instala, a partir de 1210, o capítulo da Ordem. Em 1384, D. Nuno Álvares Pereira comunica a partir de Palmela, ao Mestre de Avis, por meio de grandes fogos, a sua proximidade (depois de ter vencido o rei de Castela na batalha dos Atoleiros) cercado pelos castelhanos em Lisboa.








Dentro das muralhas do Castelo encontra-se: a Pousada Histórica de Palmela situada no antigo convento; a Igreja de Santiago - monumento nacional.



As ruínas da Igreja de Sta. Maria (a sacristia foi recuperada para albergar o Gabinete de Estudos da Ordem de Santiago) um Posto de Turismo, auditório, loja de artesanato e vinhos.

Após esta data o castelo conheceu um período de relativo abandono, não fossem as obras de restauro iniciadas em 1945 pelo Estado e retomadas, nos anos sessenta, com o intuito de recuperar o antigo convento e aí instalar a actual pousada.



Próximo, inúmeras praias de areais extensos e dourados (muitas onde se pratica o naturismo!) Um mar esplendidamente azul e convidativo esperam, tal como a gastronomia riquíssima da zona, o artesanato, os vinhos...



Minha Amiga, conheço bem, trabalhei e vivi em Sesimbra uns 3 anos; choco frito : magnífico! Vinhos: bons, com exceção do moscatel roxo, esse sim: magnífico; em matéria de vinhos, como só gosto de vinhos com taninos, ou seja, tinto, prefiro os do Douro e Alentejo; já agora, uma torta de Azeitão para acompanhar um cálice de moscatel, mas do roxo! Agora, esse azul celeste, forte, essa planície de Palmela pejada de vinha, de de árvores de fruto, e tudo debaixo de tudo menos terra, uma mistura que mais parece areia.
ResponderEliminarBoa noite para si e para todos os palmelões que se orgulham da sua terra com o seu castelo altaneiro!
Apesar de conhecer bem este castelo, fiquei a saber ainda mais sobre o mesmo. Bom trabalho.
ResponderEliminarEngraçado, não foi há muito tempo que ele deu o título à um texto meu.
Fica a num lugar,para mim, ímpar.
Obrigada, Fox!
ResponderEliminarAcredito que deve ser um bom texto e o lugar maravilhoso. Um dia, se achares que posso, gostaria de ler.
Um abraço, amigo!
Verdade, Etan. O Choco, o moscatel, por acaso nunca provei do roxo, as tortas, o pão, as azeitonas talhadas e temperadas com alho e orégãos. Tanta coisa boa que por estes lados há. A vinha, o medronho, sim senhor. Numa "cama" de terra e areia. Ali para a Serra da Arrábida, há muito dessa mistura.
ResponderEliminarUm dia, para tirar uma fotografia à Serra entre o nevoeiro, porque tinha chovido, descalcei os sapatos (porque adoro andar descalça) coisa que esta pandemia me tirou e provei nas solas dos pés esse "ouro terreno" que dá ao vinho, tanto do seu "corpo" e sabor.
Sesimbra também é uma pérola. O Castelo e a vista, lindos. Também os tenho para aí retratados. Ando agora a recolher lembranças. DE quando ia e trazia sempre um miminho para a minha mãe. OU quando a conseguia desafiar a ir connosco... ainda era melhor. Embora a dificuldade dela já fosse muita.
Um grande abraço, meu amigo!
Mesmo?
ResponderEliminarO post é de Outubro,.
A escrita...tem mais tempo.
Encontras facilmente...basta ver o título
Assim que puder, passo para o ler. Acredita que o farei. Obrigada pela dica do título
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