O "que é" uma Mãe?

"Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação".
Guy Maupassant
Não é como um bolo. Que basta juntar ovos, açúcar, farinha e bater. Mas uma mãe? É igualmente doce! Cresce tanto como se levasse fermento. Faz-se enorme, quando quer proteger os filhos e todos que lhe são (de alguma forma) queridos.
Não é como uma limonada. Em que basta-nos cortar o limão e espremer. Raspar a casca ou, cortar uma rodela, para embelezar o jarro. Não! Mas uma mãe também conhece amargos de boca. Se rala, como a casca de um citrino. Divide em gomos ou fatias, para se doar um pouco a todos, chegar com equidade a qualquer, como um copo de sumo fresco!
Não é como quem planta uma batata! Mas uma mãe provem duma semente, também deitada em solo fértil . E quando nasce, faz de quem a dá ao mundo, outra mãe à altura! Uma criatura que jamais será igual a si mesma, desde que pariu.
Uma mãe... não é como um bilhete para um espectáculo, em que vibramos e batemos palmas. Ouvimos música e sorrimos. É muito mais! A mãe... é o próprio espectáculo!
Mesmo triste, canta e ri. Cansada e a apetecer-lhe sentar-se, leva-nos a passear e abraça-nos orgulhosa, ao descermos do escorrega. Ao marcarmos um golo. Quando chegamos à meta, mesmo em último lugar! Tantas vezes foram as palmas dela. Os seus gritos de incentivo, que nos ajudam a não desistir, quando a "dor de burro" já nos enfraquece!
Uma mãe, ninguém sabe ao certo como "aparece". Ser Mãe, talvez esteja implícito nos genes. Mãe... também é a que cuida, sem gerar nem gemer no parto. A que pega ao colo e mima! A que substitui, uma, quando esta falta. É a madrinha, a tia, a irmã... a avó! Quem se compromete e entrega para toda a vida a outro ser, o mais desinteressadamente possível, numa dádiva completa e inequívoca!
Não! A mãe não nasce nas árvores como a fruta, nem vem dos galinheiros como os frangos. Contudo: faz umas tartes de maçã como só ela! Um galo assado no forno... de crescer água na boca! Mãe, é... o princípio de tudo! Nunca o fim de alguma, coisa. Ela acalenta, perdoa. Ama, cuida, protege, defende, incentiva, ouve e aconselha, até que os seus olhos se fechem.
Guarda para si as preocupações e espalha positivismo. Ofusca-se, para que os filhos brilhem. É o ombro que nunca falha e o porto de abrigo, onde apesar da pior borrasca, aportar é seguro. É a força e a coragem de correr riscos para gerar uma vida, mesmo que signifique a sua morte. É a que duplica ou triplica turnos, para prover alimento e abrigo ao seu filho/a. É o equilíbrio do Globo terrestre. O seu eixo!
Como se faz uma mãe? Isso que importa... quando uma mulher pequena e frágil, se torna IMENSA! Continua a dar-se e a dar... numa corrente de amor incalculável e inesgotável, capaz de repor a harmonia, onde reinava o caos.
Que homenagem maravilhosa, tenho a certeza de que ela deve de estar muito orgulhosa.
ResponderEliminarO texto é indescritível .
Isto que escrevi, não é nada, ao pé da pessoa bondosa e conciliadora que era a minha mãe. Por estes dias e sempre que me falam dela, família, amigos, vizinhos e conhecidos, são unânimes em afirmar como era uma pessoa extraordinária e que não merecia tal fim. Amanhã será, finalmente o funeral. Esperemos que, por fim, amanhã , o corpo da minha mãe possa ter o descanso que já lhe é devido. E que a sua alma esteja em paz e junto de todos que ela foi encontrar.
ResponderEliminarObrigada pela sua presença e pelas sua palavras. Tudo de bom!
O maior abraço possível .
ResponderEliminarOutro, para si! E muito obrigada.
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