Quando a alegria nos habitava e a tradição se cumpria

 


 


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Os bolos eram feitos, como mandava a tradição! Mais uma, que estabeleci, ao incutir-lhes este rito, há muitos anos. Simples. Perfumados. Levemente picantes na língua. Compostos de laranja, gengibre, canela... emprestavam à casa, aquele cheiro único e místico - das coisas preciosas - desta quadra.


 


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A vida é amor! Partilha. Mãos sujas de massas diversas. Lábios com bigodes de chocolate quente, aromatizado com noz-moscada. Não importam; a louça para lavar. A cozinha, em alvoroço. O suflé que desanda, nem se há cadeiras que cheguem! Para isso foram inventados os bancos. 


A vida passa pelo chão. Onde os pés assentam. Os passos nos direccionam aos braços dos que nos aguardam e onde nos poderemos aninhar, sempre. Pensamos, nós! Que o poderemos fazer para sempre. Que para sempre, estarão lá. E talvez só pensando assim se aguente a vida.


Uma vida feita de risos! Descomplicação (mesmo no âmago do caos) e de muitos afectos! De cheiros e de toques.


 


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A vida, são: Biscoitos de laranja, gengibre, canela e chocolate... com cabeça de raposa, pequenos ursos. Meninos de mãos dadas! Gatos e alces. Casas e estrelas "de gelo". De canecas de chá, consoante o gosto.


A vida? A vida é feita do tudo, amargo, que fazemos das tripas coração para transformar em doce, frutado, ou picante. 


 


 

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