Vergonha Nacional! Agora que vos faltam camas... reambram-os!
Neste país fecham-se hospitais (2006) de referência, com séculos de História e provas dadas por profissionais de excelência, relegados para o canto, como um sapato velho.

...primeiro, fazem-se deles parques de estacionamento e "pasto" para o vandalismo. Depois, "complexos de luxo", que ficam tão entrevados, como a inteligência de quem lhes decretou a sentença de morte.
Porque no coração de Lisboa projectos sumptuosos, que só visam o lucro e a exploração dos alienígenas que também só pensam como será excitante criar uma horta, no espaço onde funcionava a Radiologia. Ou dar uma queca numa antiga cela monástica, sem imaginarem quantos doentes com cancro ali verteram as suas lágrimas, serão mais necessários do que preservar a saúde e homenagear todas as vidas que ali foram salvas! Entre elas, muitas dos nossos grandes artistas que ainda hoje estão aí, para o contar.
Hospitais que, agora, nesta hora de descalabro e de aflição, contabilizando-lhes todas as camas e a grande centralidade da localização, poderiam fazer a diferença, tanto para a população de Lisboa como para a de outras nas proximidades.
"Anexado, em 1892, ao Hospital de São José, para transformar as suas instalações em enfermarias especializadas em varíola e doenças tísicas*, (para os que não sabem o que é um indíviduo tísico) passou a ser designado por Hospital de Arroios. Ao longo do séc. XX a reconversão das antigas dependências conventuais a funções hospitalares foi uma constante, assistindo-se ao seu período áureo, entre as décadas de 30 e 50...
* Para os que não sabem o que é, dizer-se que uma pessoa esta tísica

...Após o seu encerramento definitivo em 1992, as suas instalações passaram a ser depósito e arquivo dos Hospitais Civis de Lisboa. A partir de 2000, a igreja foi afecta ao culto ortodoxo (a cargo da Comunidade Ucraniana de Arroios) e a área conventual adquirida por promotores imobiliários para dar lugar à construção de um condomínio privado".
Este era vocacionado para a Ortopedia e funcionava como uma "extensão" do Serviço 5 (mesma especialidade) do Hospital de S. José, Mas se ainda hoje em funcionamento podia servir de rectaguarda para apoio de outras doenças, visto possuir um Bloco Operatório.

"Para a administradora, que falava aos jornalistas à margem do 4.º Congresso Internacional dos Hospitais, "numa altura de crise, não faz sentido que não encolhamos aquilo que devemos encolher".
E deu o exemplo do fecho da urgência no Hospital Curry Cabral, (não nos esqueçamos da do Hospital dos Capuchos, que também foi fechada) que não representou um aumento de episódios no CHLC, para onde foi transferida, o que significa que "temos uma oferta superior à necessária".
No tempo em que tudo se "encolhia" porque na visão cega de alguns, "cortar a direito", era a palavra de ordem. Fechar Serviços, destruir Equipas, desperdiçar ou deslocalizar pessoal, altamente especializado e praticamente insubstituível, era o "mote". Hoje as circunstâncias que atravessamos confirmam a asneira fenomenal que foi descartá-los! Estes recursos seriam muito melhores do que Hospitais de Campanha improvisados à pressa.
Bem lembrado... E ainda se esqueceu de um, o Miguel Bombarda :-)
ResponderEliminarOlá, Rob. Tem toda a razão! Esqueci-me do Miguel Bombarda. Obrigada por mo lembrar. Como sempre os "visionários" deste país nunca "contemplam" este tipo de previsão nas suas bolas de cristal. Nem a nossa querida Maia (https://www.vidas.pt/a-ferver/detalhe/maya-eu-era-a-menina-do-papa), que já dava consultas não só de Tarot, mas de Medicina Interna, Cirurgia, Alergologia... em directo.
ResponderEliminarSomos um país pequenino. A caminhar para o mínimo e com sérias hipóteses de se tornar invisível. Ainda andamos à procura dos respiradores que pagámos, de cu para o ar, e dizemos que os outros (China) é que têm os "olhos em bico". Enfim...
Obrigada pela sua visita e comentário. Tud de bom!