Para lá do Marão...

 


 


SERRA DO MARÃO


Fotografias minhas 


"Para lá do Marão, mandam os que lá estão".


 


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Um reino maravilhoso...


 


Se me dissessem agora, "anda daí..." ia, sem olhar para trás! Pena que não se possa parar na autoestrada.


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Chegámos a estar a cerca de 1300 metros, dos 1415 que a Serra do Marão tem. 


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Seria óptimo "capturar" com calma e minúcia a beleza, por vezes, "inóspita", mas não menos atraente da Serra. As envolvências e pormenores importantíssimos que ficam por apreender.


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O túnel é uma obra admirável que trouxe às populações e conselhos limítrofes, maior mobilidade e que permite aos viajantes, um passeio magnífico. Porque aquém, túnel as terras são cheias de tradição, belas e de gentes francas, mas além dele... há outro mundo, cheio de beleza, história e, também, cordialidade e sedução. 


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TÚNEL DO MARÃO


 


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A distância de entrada e saída deste túnel, demora (mais, ou menos) 5 a 7 minutos a percorrer. Para mim, que sou claustrofóbica, foi "hilariante" quando entrámos pela primeira vez. Pensei que me ia dar o "fanico". Mas, não! 


O melhor disto, ainda, é irmos literalmente a circular debaixo de montes de terra. Embrenhados em montanhas que metem respeito e... às tantas, recebermos uma chamada telefónica e ter-se rede. Melhor, do que por vezes, ao ar livre! 


Imagem relacionada


 


"O túnel está equipado com um sistema que ultrapassa os mínimos exigidos, composto por 16 subsistemas de segurança controlados por um software de gestão centralizado. O centro de controlo remoto situa-se em Almada, na sede da Infra-estruturas de Portugal. 
Inclui 13 passagens de emergência para pessoas e veículos, com passeios de um tetro de largura para os peões. Existem 120 câmaras de vigilância, posicionadas de 120 em 120 metros, 450 megafones a cada 25 metros e 72 ventiladores. A distância entre veículos será controlada através de luzes LED, espaçadas a cada 125 metros."


 


Publicado em 22/08/2017


 


 

Comentários

  1. Bonitas fotografias de uma obra que encurtou, em muito, as distâncias!
    Bom mês de Julho.

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  2. Boa tarde, Cheia.
    Muito obrigada. Gostei muito deste passeio. Voltava, já a todos os sítios de que já tenho tanta saudade. 
    Esta obra foi crucial para facilitar a vida das pessoas e aproximá-las. É deveras importante e de ficar grato a cada um que ali deixou o seu suor. 
    Uma boa tarde e um excelente mês de Julho, também para si, com tudo de bom e muita saúde para todos. Bem-haja pela visita. 

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  3. Maria,
    Adorei as fotos e o texto. O túnel que tanta polémica criou é hoje uma obra das mais modernas e seguras.
    Para lá do Marão há pessoas generosas, cordiais, que sabem receber.
    Um excelente mês de Julho, com muita harmonia e paz.
    Um abraço
    Ana

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  4. Boa noite, Ana!
    É verdade. Ainda bem que o construíram, para quem anos e anos, esperou por ele e viveu isolado é uma bênção. E para todos, que ficamos mais perto e mais ricos, quando conhecemos terras tão lindas, cheias de tradição e história, e essas gentes, sempre de coração aberto. 
    Um mês de Julho cheio de saúde, felicidade e de coisas boas. Muito obrigada e outro abraço, para si. 

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  5. Maria
    Para chegar aos 1415 m tem pelo menos uma alternativa. Seguir pela EN15 a partir de Amarante. São as curvas do Marão e a estrada está em mau estado, mas tem paisagens inesquecíveis. Lá para cima quase a chegar ao cume, toma um caminho a caminho da Srª da Serra e chega ao 1415.
    Boas viagens
    Zé Onofre

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  6. Boa tarde, Zé!
    Eu conheço muito bem essas curvas. Sou neta, filha e sobrinha de gentes de Celorico de Basto que costumavam brincar com o facto de para se chegar à vila de Celorico, ou abalar, de um lado eram 360 e tal curvas, já não sei precisar. E do outro não eram muitas menos. Em miúda o comboio era o transporte por excelência. Partida de Stª. Apolõnia à meia noite, ou lá perto e toda a noite de viagem. Os meus pais acordavam-me porque eu adorava atravessar o Douro, bem desperta e porque logo a seguir tínhamos de mudar de comboio. Depois era outro, que nos levaba até à Livração/linha do Tâmega e daí, a automotora levava-nos ao lugar e seguia para o Marco (Canaveses) linha do Douro.
    Já passaram tantos anos que espero não estar a "laborar em erro" mas creio ainda lembrar-me. Era uma paisagem de cortar a respiração com o Tâmega lá em baixo a serpentear, ora estreito (mas bravio) ora um pouco mais largo e sempre belíssimo. Ainda me lembro do cheiro característico do fumo e do som, nos carris, que se chiava, nos criava arrepios e fazia tapar os ouvidos. Se "cantarolava" o seu som normal, parecia embalar-nos. E as regueifas vendidas nas estações, as barricas de ovos moles, chegando a Aveiro que os meus pais me compravam sempre... que saudade!
    Saíamos de Liboa num dia e chegávamos ao meio dia do outro e tanta, tanta recordação bonita que guardo desses tempos. Depois a viagem de carro já não tinha tanta beleza, embora mais rápida.

    Um abraço, Zé. Um bom fim-de-semana! Tudo de bom. 

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