Paço Ducal Vila Viçosa- Fundação da Casa de Bragança

Estátua Equestre de D. João IV

Paço Ducal de Vila Viçosa - Visitas e preçário


"Ao longo de toda a visita ao Palácio predominam os frescos e azulejos seiscentistas, os tectos pintados e as lareiras em mármore que distinguem as diversas salas que acolhem importantes colecções de pintura, escultura, mobiliário, tapeçarias, cerâmica e ourivesaria.
Armaria
Inaugurada em Junho de 1992, a Armaria apresenta, em dois núcleos, as peças que constituíam as vastas colecções da dinastia de Bragança. Numa primeira parte são mostradas as peças que atestam a relevância da caça e do tiro para a família, das quais podemos destacar as pistolas e espingarda truchada de Franz Mazenkopf, uma espingarda assinada por Bartolomeu Gomes, o protótipo de um bacamarte de seis canos rotativos Beckwith (c. 1850), o revólver disparado por D. Luís Filipe no dia do Regicídio e, por fim, as armas exóticas – africanas e asiáticas – da colecção do monarca D. Fernando.
O armamento e apetrechos utilizados nos conflitos bélicos vividos nos mares e em terra, nos torneios ou nas salas de esgrima no decorrer dos últimos quatrocentos anos são evocados no segundo núcleo desta exposição.
Tesouro
Do vasto Tesouro do Paço distingue-se a preciosa Cruz de Vila Viçosa que acolhe uma relíquia do Santo Lenho, uma peça mandada executar por ordem do Duque D. João II (futuro rei D. João IV) a Filipe Vallejo, entre 1656 e 1673.
Do vasto espólio apresentado podemos distinguir inestimáveis peças como a Cruz de D. Catarina de Bragança, a Caravela-Cofre e diversas alfaias de culto.
Este núcleo apresenta também extraordinários exemplares de pinturas e tapeçaria flamengas de quatrocentos, Tikis Maoris neo-zelandeses, paramentos em Ihama e bordados a ouro, bem como notáveis peças de cerâmica a mais significativa colecção particular de porcelana chinesa da Península Ibérica. Propriedade de J. G. do Amaral Cabral, esta exposição apresenta cerca de uma centena de peças de porcelana branca pintadas a azul-cobalto sob o vidrado, datadas dos séculos XVI e XVII.
Coches e carruagens
A visita ao Palácio Ducal incluía, desde a abertura ao público na década de 40 do século passado, uma passagem pela Cocheira Real, onde podiam ser vistos alguns coches, berlindas e landaus.
Em 1984, a Fundação da Casa de Bragança e o Museu Nacional dos Coches estabeleceram um acordo que permitiu instalar em Vila Viçosa um anexo daquele espaço museológico. A colecção apresentada reúne vários coches e berlindas do século XVIII, pertença da Família Real e viaturas de gala dos séculos XIX e XX, distribuídos pela Cocheira Real e cavalariças. Este núcleo museológico exibe também distintos exemplares de carros de campo e caça, lembrando a ligação da nobreza às actividades cinegéticas e campestres.

fotografias minhas



Pousada de Vila Viçosa


Tapada Real
A primitiva Tapada Real deve-se igualmente a D. Jaime que, por volta do ano de 1515, protegeu com muro de taipa a Herdade do Meio, situada entre as ribeiras de Borba e da Asseca, onde predominava o montado de sobro e azinho.
Os sucessores do quarto duque de Bragança ampliaram e cercaram a propriedade transformando-a num amplo parque recreativo – o maior espaço amuralhado do país –, com seis quilómetros de comprimento e mais de três de largura. Distribuída por uma área superior a 1500 hectares, a Tapada Real ocupa terrenos que atravessam os concelhos de Vila Viçosa, Borba e Elvas (designadamente na freguesia de Terrugem).
As cinco portas de acesso a esta vasta área florestal – São Bento, Santa Bárbara, Albufeira, Santo António e de Ferro – permitem a entrada num espaço natural privilegiado.
Com uma fauna e flora riquíssimas, a Tapada Real foi, desde sempre, povoada por espécies venatórias – veados, gamos e javalis –, que fizeram as delícias dos monarcas da dinastia brigantina e de comitivas reais. “Famoso lugar de delícias”, como lhe chamou, há mais de três séculos, Lorenzo Magalotti, a Tapada Real conta ainda com três ermidas – Santo Eustáquio, São Jerónimo, Nossa Senhora de Belém – e um palacete mandado construir por D. Teodósio I, em 1540, junto à ribeira de Borba."




Varanda dos Namorados
(Miradouro)
Encontrámos este lugar com máquinas pesadas que sugerem uma melhoria do espaço, embora pudéssemos subir e ver a cidade e as envolvências deverá, após melhorado, ficar mais bonito.
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