Aldeia da Mata Pequena - Mafra

 

 

fotografias minhas

Nunca umas pingas de chuva tolheram a vontade do pássaro mais pequenino de deslocar-se daqui, além, ainda que o céu se fechasse na sua frente a meio caminho. Também eu insignificante ser humano, saudosa das aldeias singelas, dos cheiros de pão cozido a lenha, da criação à solta pelos caminhos, ora debicado ali, ora saltitando acolá; por que não, do característico odor a chiqueiro que nos leva a acelerar o passo, aprisionando o ar nas narinas; dos modos genuínos de olhar e cumprimentar desconhecidos, como alguém "da casa", meti-me ao caminho.

E  nem o dia tornado noite, repentinamente. Raios e trovões no meio da serra, sem visibilidade de um palmo de estrada na frente, quebrou o ânimo. Fez lamentar a ida, custasse o que custasse o regresso.

História da Aldeia da Mata Pequena

A Aldeia da Mata Pequena é um pequeno mundo calmo e fantástico, dentro doutro, ruidoso e agreste, que convida à descompressão e ao regresso aos tempos em que a vida era, afinal, tão mais gratificante, que a agitada que levamos hoje. 

Wonderfullland

Pode não ser uma aldeia impactante para alguns que a acharão pequena, igual a outras, sem percursos longos que aportam experiências que possam coleccionar-se pelo caminho, por ser demasiado perto da cidade.
Será por isso mesmo um pequeno paraíso. Uma pequena bolha, longe do bulício e da poluição, contudo, mesmo ao lado da "civilização". Tudo, de que muitos sentem falta (cinemas, bares, compras...) 

Ah! Eu queria uma casinha destas simples, pintada de cores alegres, onde dança uma gaiola num ramo de árvore e as margaridas a florir à minha porta. Atravessar a rua empedrada, em dois passos, lavar os olhos com a verdura dos montes; descortinar entre as árvores o casario qual presépio a espreitar, timidamente.

Trilhos

 

"Não há arauto mais perfeito da alegria do que o silêncio. Eu sentir-me-ia muito pouco feliz se me fosse possível dizer a que ponto o sou."

William Shakespeare
 
 
 
 

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