Lagoa Azul (2016)

 

 



Publicado, em rascunhos, inicialmente em Maio de 2016


(fotografias minhas)


WP_20160511_12_23_53_Pro.jpg


Têm sido várias, muitas, mesmo, as vezes que tentei publicar este passeio. Mas nunca consegui! Agora, após remetê-la para os rascunhos novamente, mais duas vezes, impus a mim mesma não retroceder. 


WP_20160511_12_30_32_Pro.jpg


Saímos debaixo de chuva, em direcção a Sintra. Como só faz quem é maluco, com um tempo destes. A água era tanta que não se via a estrada e ponderámos retroceder. Saímos porque era dia do meu aniversário. Mas a tristeza em todos, era infinita, como a do tempo. O meu pai falecera a apenas dois meses.




WP_20160511_12_32_21_Pro.jpg


Mas fomos. Sintra esperava-nos, mais desanuviada, no centro. Sem visão nítida para o Castelo e por isso não avançamos, no que seria em princípio, um passeio alargado às redondezas. Haver muita gente, mesmo num dia assim, desmotivou-nos. 




WP_20160511_12_40_30_Pro.jpg


Acabámos por "assentar arraiais" num café distante e sossegado. Bebê-lo quentinho, foi como um abraço. E achámos que não valia a pena continuar. Mas de repente já não chovia. Demos a volta e a caminho de Cascais, vimos uma placa que assinalava... Lagoa Azul. 


WP_20160511_13_11_54_Pro.jpg


Seguimos até ver onde levava! Lindo lugar. Calmo. Muito verde! Patos a nadar, nas margens, com os filhotes. Cegonhas. Uma pequena queda de água a fazer-se ouvir! 

 


WP_20160511_13_10_59_Pro.jpg


O que eu precisava naquele momento. E fica-se só. Por ali... a deambular. Acompanhado de quem nos pode ajudar a erguer. 


WP_20160511_13_10_47_Pro.jpg


Lembrei-me imenso dele, de quanto gostava de cuidar das plantas, dos animais e de ter a sua horta. Das avencas enormes plantadas em vasos já quebrados, pela força das raízes. Do buxo que circundava o pequeno espaço que cultivava, atrás de casa. Da tesoura com que o cortava/aparava. 
Do bidão que recolhia a água da chuva para regar o feijão-verde, o limoeiro, a nespereira, a erva-cidreira. Tanto, que por lá plantou e se comia, com o gosto das coisas plantadas, com o saber de um homem nortenho, habituado os costumes da terra. 




WP_20160511_13_11_28_Pro.jpg




O silêncio cura. Faz-nos recuperar o foco.




WP_20160511_13_11_21_Pro.jpg


Esta paz, ajuda a reerguer.


WP_20160511_13_13_18_Pro.jpg


Tirei algumas fotografias, na altura. Também tínhamos levado algo para comer e partilhámo-lo com os patos...


WP_20160511_13_17_26_Pro.jpg


Deviam estar habituados a pessoas, porque vinham ter connosco. 

 


WP_20160511_13_11_08_Pro.jpg




WP_20160511_13_16_50_Pro.jpg


Foi um passeio, com a disposição possível, dados os acontecimentos recentes.



WP_20160511_13_18_02_Pro.jpg


 Chegados à  Parede, curiosamente, o tempo estava, óptimo! Não fosse o vento agreste e as poças de água, ninguém diria a manhã que estivera.

 


WP_20160511_13_49_43_Pro.jpg


Há processos de cura que levam uma eternidade. É um defeito meu, já antigo. Levar anos a aceitar as perdas. Mas... para mim, há perdas de que nunca se recupera!

 


 


 


Comentários

Mensagens populares