A palavra... liberdade!

Duas memórias bonitas que retenho da adolescência, são: a explosão de cores no Mercado de Carcavelos, da fruta madura variada e o perfume de flores, aos braçados, na banca do lado.
Sempre preferi flores singelas às outras. Assim... aos molhos! Que enchessem os braços até nos roçarem no queixo, pondo-nos nos olhos os reflexos do arco-íris.
E a fruta! A fruta, antigamente. Que nos acariciava as narinas, fazia crescer a água na boca e ao comê-la, escorria-nos sumarenta, doce e gostosa, lambuzando lábios e dedos, ao ponto de os chuparmos quando chegava ao fim.
Eram fantásticas as férias de Verão passadas em casa dos tios. As deslocações com os primos a par, em trio, ou em quarteto, até à praia, muito cedo e regressar já a noite caía, para ter tempo só de tomar banho e encontrar a mesa posta. Nela, o odor do repasto ser, por si, um consolo!
Eram fartos e demorados os almoços de Páscoa, sentados à mesa entre boa conversa, os sabores minhotos, a doçaria tradicional e especialidades citadinas.
Passava descomplicada a vida, para nós, cheios de pressa de viver, alheios ao que os nossos pais poderiam enfrentar, algo desprendidos de temas mais profundos. Embora, nessa altura, também recorde de despertar, já em nós, uma consciência muito forte do que realmente significava a palavra Liberdade!
O alto preço que alguns pagavam por ousar sê-lo. Mas... não é (quase) sempre assim, quando se é jovem? Não tardaria muito, no entanto, aquela célebre madrugada que literalmente libertaria Portugal.
Memórias muito interessantes.
ResponderEliminarUma vez que estamos na primavera, gostei especialmente das flores "
Peço desculpa de não responder logo, Isa! Mas sucede que deparei com uma notícia profundamente triste, quando fazia uma pesquisa sobre outro assunto, que não devo ter ouvido nas notícias normais, pois não logo muito, às, da CMTV tirando alguns debates, ou relacionado na altura com a pessoa e fiquei devastada. Tinha de lhe fazer menção! Antes não tivesse. Seria sinal que estava vivo.
ResponderEliminarQuanto âs flores. Sim! Sempre adorei flores singelas e aos molhos. Adoro passar/entrar nas lojas que as vendem e vé-las, diversas e cada uma mais bonita. Muitos que lhe desconheço o nome. Mas pergunto. Por mim levava-as todas. Em contrapartida não gosto de apanhar flores e privá-las da vida. De se cumoriem como o que são e para o que nasceram. Não para serem decepadas e morrerem pelo devaneio de as cortar e às vezes nem ligar.
Quanto à fruta, daqueles dias, parece que ainda lhe sinto o cheiro e o gosto, Era tão diferente de hoje que compramos e não cheira a nada, pouco sabor tem e às vezes, apodrece ainda verde na fruteira. Obrigada pela visita!
Uma boa semana!
Queria dizer: Não ligo muito às notícias da CMTV e não "logo" como escrevi. Desculpe!
ResponderEliminarEu demoro muito mais a responder...
ResponderEliminarDia feliz Maria.
Igualmente, Isa. Uma boa noite e um bom resto de semana! Obrigada pela simpatia e pela visita!
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