Ir ou ficar?

 

Ponta Delgada

Fotografias minhas

Admiro quem viaja constantemente! O entusiasmo de estar sempre pronto, de mala feita, um pé aqui, outro lá… reconheço que não sou grande fã de viajar assiduamente. Andar com a mala às costas, entrar em aeroportos apinhados de gente, confusão por todo o lado, pontos de controlo, portas para aqui, acolá! Quando calha, porque é assim mesmo, ir de autocarro até ao "grande pássaro metálico" nomeado sobre um assinalável já desaparecido e, como "um rebanho" ficar acuado e restringido, durante o tempo que dista entre o aqui e o além; para lá do ambiente interessante, sofisticado, colorido e perfumado das inúmeras lojas de renome.


O que é também aconselhável é que não nos acostumemos a "não ir", por isto ou aquilo. Resumir-nos ao nosso país e ao do lado porque, "está à mão". Há que abrir as asas e voar... nem que por intermédio daquelas que no-lo proporcionem.
Pergunto-me: Que gostas mais quando voas. Da descolagem, ou de aterrar? Creio que prefiro a descolagem, embora uma ligeira agonia, enjoo, invada-me quando o "bicho" sobe. Mas ambas são toleráveis, menos a turbulência. 


Adoro ver a cidade e os arrabaldes à noite ficarem para trás. Cumprimentá-los já a tarde vai longa. Não gosto dos atrasos, filas, controle, tudo que maça, é desnecessário, gente sisuda, incompetente, mal-educada, cuja simpatia guarda toda para o estrangeiro e, ao nacional, trata a correr, sem o "dobrar de espinha" e babar que dispensa aos outros. Enfim... 

Gorreana

Campos e fábrica de chá

Termas da Ferraria

Gosto de me surpreender, encantar-me. Apaixonar-me avassaladoramente! Fico tristíssima do tempo correr tão veloz quando se está aproveitar ao máximo cada segundo, mas… a vida é isto. É exactamente quando se está a viver em pleno, a tirar o melhor partido de viver, que o tempo se esgota. A vida declara não haver mais tempo. 

Nunca irei a muitos lugares que gostava de ir. Como não lamento não pôr o pé noutros tantos que existem. Talvez, mais por não me ser primordial ir, viajar... mas quando vou, dar conta que: provavelmente o devesse fazer mais vezes. 


Desafiada por quem me ama, ou por desafio próprio. Depois é como é: Se quem temos ao lado é de arrastar todos consigo, vai-se! Se é igual a nós é quase certo que se irá mais tarde. Para o ano... Um dia... em que se esteja para aí virado. Por cá há tanto de belo para aproveitar, conhecer! Ali ao lado... é num pulinho que nos pomos lá... é tudo uma questão de, a que nos propomos, desafiamos. Ir, reconheço que nos torna mais ricos interiormente. 

 


 

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