Luz Própria

 



 

Entender o que nos rodeia e concluir que há mais quem nos queira mal, que bem; o mundo tem mudado para pior ano, após ano; viver nele é tão complicado como perigoso; chegar vivo e incólume ao fim do dia capazes de chegar a casa, atirar um sapato para cada lado, encontrar os nossos bem, ou a chegarem também da labuta!
Ter o bastante para comer, algum que sobre para o normal correr da vida, a saúde basta para não sermos pesados e a ser, pensar que temos de ser uns para os outros. Arranjar capacidade onde não a haja para resumir tudo que nos corre mal e agradecer o que de bem nos sucede. Englobando nele o tudo, das vinte e quatro horas diárias, ajuda a viver bem connosco! A não guardar azedumes.
Mães vendem crianças por mil euros, obrigadas depois a mendigar, casar e engravidar; a guerra continua na destruição capaz das guerras, mais ou menos, acesas. Há os casos que nos chegam. E muitos, muitos mais que desconhecemos. Há coisas que julgaríamos irreais. Impensáveis. Pessoas que as suportam hora, a hora.
Há... depois os Festivais da Canção onde todos pulam, cantam riem e o mundo parece ser isto. A entrega de prémios disto ou daquilo; por outra coisa qualquer, a sofisticação expressa-se e torna a fazer-se a festa! Nos intervalos disto, tanto do mesmo, acontece. E...
Há e continuarão a existir os "underdogs" (parabéns, minha querida Mimicat), em todos os patamares da sociedade que lutam arduamente para conseguir sobreviver.
E um dia... prova-se que o Mundo dá um abanão na Vida, obriga-a a pôr-se nos eixos e a reconhecer que os "underdogs" também têm direito a viver!
Ainda que todos que batalham não lhes seja dada uma nesga de brilho, não é por isso que deixarão de continuar a ter luz própria. A final... não importa a intensidade da chama!
Importa se nos aquece a alma e por consequência ao cruzarem-se caminhos com alguém, aquecer-lhe também o coração! 
 

 

Comentários

  1. Cara Maria, por vezes ponho-me a pensar, que mundo é este?
    E posso-lhe dizer o seguinte, este mundo está louco, vive-se numa perspectiva unicamente económica em que a grande maioria das pessoas não vive, sobrevive.
    O que conta hoje no mundo é o crescimento das economias, mas como já alguém que percebe do assunto disse: " as economias não conseguem crescer continuamente" e isso está mais que provado, basta ver a história das civilizações que nos precederam.
    Quem vive em sociedades onde o dinheiro não é prioridade vive e é feliz,eu próprio nas minhas utopias por vezes imagino-me a viver numa comunidade indígena nos confins da selva amazónica e aí iria conhecer o verdadeiro sentido da vida.
    É assim.


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