Rechonchudas. Um consolo para o olhar. Qual mulher bonita, de pele dourada, polvilhada de areia.

 


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imagem: Youtube (receita) 
curiosamente explicada a par e passo por uma francesa.


 


Muito antes. Quase a par com o cheiro das sardinhas e dos pimentos. Bifanas e chouriço assado, estalava no ar o cheiro delas. Das belas e rechonchudas Farturas. Corpo roliço, pele dourada. Polvilhadas de açúcar e de canela, qual pele de mulher salpicada de areia. 
Igual ao consolo para o olhar, às vezes, súbito desejo que cresce ao avistar-se um homem ou mulher, bonitos... crescia sempre na boca aquela aguadilha que a antecipação do gosto aporta ao palato. E embora as outras coisas todas, comedidamente, - uma ressalva para o tradicional caldo verde, bem-feito, impossível de não nomear -, acabassem a passar-me "pelo estreito", à boa da fartura, talvez a pudesse eleger, como a Rainha da Festa!
- Quantas vão ser, freguesa? Seis, doze?
E lá marchavam elas para o cartucho de papel, dependendo de quem vendia, enfiado depois num saco de plástico para proteger as mãos do óleo da fritura. Iam directas para a boca, enroladas num guardanapo. Igualmente de papel. 

As farturas, creio, eram compra obrigatória de quem ia à Feira para se divertir. Como de quem ficando em casa, as "encomendava" deserto que chegassem.
Há quem prefira um bom arroz-doce. A que não viro a cara. Porém... entre ele, provavelmente menos calórico que a anafada Fartura, não há hesitação. Nada de churros! Fininhos, um desconsolo. Ainda que recheados dos melhores manjares frutíferos ou cremosos, nada há que bata uma boa Fartura! Se bem que... na falta delas se deita o dente a um, dois, simples!
Continuam a vender-se por aí, contudo... as da Feira Popular, como os seus inúmeros divertimentos, múltiplos restaurantes, se a alguns podia-lhes chamar isso e não apenas barracas de comes e bebes, eram especiais! Como as muitas "ruelas" apinhadas de gente, os sons característicos dos carrinhos de choque e dos carrosséis.
Os barcos cheios, no "Túnel do Amor", tanto, ou menos que o "Comboio Fantasma", viagem para um "mundo de horror" caquético, mas sempre aplaudido... e demais atracções, deixaram-me saudade!
A Feira fechou por ordem de Pedro Santana Lopes no governo, se não estou em erro, de Pedro Passos Coelho. E não mais se construiu outra!
Restam ainda, não sei bem... os passeios de barco no Campo Grande. Não volto lá há bastante! Dizem-me agora que a zona está "circunscrita". Repleta de máquinas e guindastes. Quiçá, para nascer ali mais um condomínio de luxo. Um hotel para gente "vip".


 


 

Comentários

  1. Boas  memórias, as das Feiras Populares, que tantos anos depois nos levam a parar nas barraquinhas das Farturas para alegrar a vida em memória aos nossos mais velhos e aos dias felizes da infância. 
    Este ano trouxe churros, mas para o ano volto às Farturas. Estas anafadinhas da sua imagem estão com um ar mesmo apetitoso. 
    Noite descansada seguida de excelente sexta-feira.

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  2. Verdade, Isabel! Boas memórias que nos ficam de coisas simples, momentos felizes que guardamos quais tesouros honrando os nossos e transmitimos a outros, que nem fazem ideia de como era. Adorei a sua publicação! Os churros são mais apreciados pela minha mais nova. Gosta deles com chocolate. Eu também como. Mas simples. Havendo farturas, são sempre as minhas eleitas. Mas fez muito bem! Há que variar. Cá em casa, às vezes, também se faz isso. Muitas vezes improviso Estas da imagem rechonchudinhas até criam água na boca!
    Obrigada pela visita, Isabel. Igualmente uma boa noite e uma sexta-feira tranquila. Um bom fim-de-semana e também, um bom Stª António, se bem que aí, é o S. João que se comemora com mais tradição.  Mais uma vez obrigada!

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