Museu do Pão - Seia


A visita divide-se por quatro salas. Ao entrar recebem-nos vários ditos populares relacionados com o tema da visita. Aqui em relação a preços, se comparando com o Museu do Azeite, os descontos são praticamente nulos. E faz alguma diferença, receberem-nos com um sorriso, ou o rosto de quem está mais interessado na conversa da colega.

Os acessos são "manhosos", mas uma vez lá o lugar é bonito. Dinâmico. Há uma loja onde pode adquirir-se pão artesanal e uma réplica do museu.

Como é hábito para deixar aqui as inúmeras fotografias que tirei, todas com imenso interesse e curiosidades, seria impossível.
Logo: Aconselho vivamente a visitarem. Levem os miúdos que vale a pena. Há workshops para eles, creio, mediante marcação, bem como visitas guiadas se preferirem.

Como se diz pão nas várias línguas

Poetas e escritores que "usaram" o Pão como a sua musa


Só Fernando Pessoa tem uma vitrina para si, bem como uma escrivaninha que acredito ter sido sua e uma rara primeira edição da sua obra, "Mensagem", estão aqui em exposição.


Vários tipos de pão em...

Portugal e ilhas


Há uma vastidão de documentos interessantes. Livros antigos da primária, calendários com o ciclo do pão, documentos identificativos que os padeiros precisam obter...

A sério! É mesmo muita informação, muita coisa que não fazíamos ideia, outra que "é do nosso tempo". Os trajes de norte, sul e ilhas...

Prácticas que vimos e ouvimos, as nossas avós, na "província" no ritual muito próprio e sagrado de fazer a massa. Maceiras, as bicicletas com dois cestos, um de cada lado, onde se distribuía em tempos. Uma miríade de curiosidades a descobrir, a relembrar e a conservar connosco, num revisitar de algumas memórias também.

O pão no tempo da monarquia, no antigo regime, actualmente. O pão judeu, pão cristão, muita, muitíssima informação pertinente e digna de ver. Tanta, mas tanta coisa, que faz desta visita obrigatória.

O Pão Judeu



Como no do Azeite, as figuras são animadas. Toda a visita nesta parte é feita com um delicioso cheiro a pão acabado de cozer.

Existem nesta parte, mais adiante, num género de "aposento" medieval, artefactos variados dispostos na parede, com um pouco de tudo, referente aos povos que passaram por cá. Muito giro...

Pedaços de massa e formas para as crianças trabalharem.



A Loja

Enorme. Com almofadas datadas com os vários anos de nascimento e "recheadas" de pura lã de ovelha. Doces, mel, conservas, queijos... Os vários tipos de pão artesanal para venda. Trouxemos um do Museu do Pão e outro de Chocolate... Tão bom que até é pecado!

Segundo informação só fazem este pão de chocolate ali e não vendem por encomenda! Uma pena. Foi-me dado um cartãozinho, para se, um dia estiver perto, poder passar e saber antes se há pão feito. Uma vez que a fornada é única, devido aos ingredientes biológicos e dependendo da hora e visitas pode haver, ou não! A senhora da loja era muito simpática.
Espaço espectacular...
ResponderEliminarÉ, de facto, um local a visitar assim que existir oportunidade.
Uma pergunta por curiosidade: os vários pães que estão nas vitrines, não os da loja, são replicas ou são mesmo pães? É que se forem mesmo pães têm de ser continuamente renovados.
Perguntas bem! Pareceram-me pães verdadeiros, talvez envernizados ou com alguma camada de conservante. Mas não dá para perguntar, numa visita não guiada. Havia bastante gente a chegar e eu gosto de ver as coisas sem "empecilhos" a circular-me na frente, conversas da treta, o francês aportuguesado que já começa a dar ares da sua graça, ou não se aproxime Agosto. Fomos cedo, andámos com calma, vimos, lemos, fotografamos, mas é lugar que merece mais para diante quando o tempo esfriar e acalamem as enchentes um retornar!
ResponderEliminarObrigada pelsa visita!
ResponderEliminarJean Pierre, vem já ici chez votre mãe!!!
HAHAHAHAHAHA!!!
É deixá-los viver como julgam ser melhor.
E sim, pelo que percebo do relato e fotos, e pelo que já percebi quanto à dimensão cultural do espaço (segundo parece, o maior do mundo), isso é "coisa" para visitar com muita calma...
Bom fim-de-semana, minha cara amiga. Fico feliz por ver-te por aqui!
Tal e qual! Só queria que ouvisses a conversa de uns que chegaram, já nós tínhamos meia visita feita, sobre a reserva no Restaurante, o nome de família, afinal muito comum (Miguéns) mas que foi e não só, motivo de querer "impressionar". E entre metade em português e outra em francês com o aspecto mais parolo possível e indumentária condizer, por ali ficaram a exibir-se numa figura deplorável. Enfim... esta gente não muda. O tempo evolui, mas eles continuam petrificados na possidonice.
ResponderEliminarA sério! Aconselho vivamente ires. É uma zona com tanta riqueza que infelizmente descuramos. Nem tudo é norte, sul ou centro e litoral. Esta parte do "mapa" é capaz de nos deixar sem fôlego. Houve sítios que quero regressar outros que terei de ainda ir descobrir. Mas quando "esfriar" o tempo e os ànimos.
Regressei porque recebi um email muito supeito a ameaçar-me com a suspensão da conta. Que resolvi não publicar e perguntar se alguém recebeu algum igual ou é privilégio meu? É que se tem fundamento... é grave. Enfim... a ver vamos.
Tudo de bom e muito obrigada.