Isto de comer fora.

 

 

Chegar, sentar, escolher, comer e apreciar o que alguém cozinhou e outra pessoa nos serve. Não se têm dores de cabeça a pensar o que vai ser almoço, ou jantar; não lava a louça, gasta energia física ou energética. Estou a ficar fã deste "desporto".
Creio que ao fim de tanto tempo a, diariamente cumprir o ritual de pensar nas refeições: preparar, confeccionar, pôr mesa, levantar mesa; enfiar parte na máquina, outra, lavar à mão. Se bem que lavar louça sempre me agradou. Quer de Verão ou no Inverno. Num pela água fresca corrente sobre as mãos. No outro, a quente a aquecer corpo e alma, enquanto se limpa. 
Escrevo isto como se pensasse alto. Falasse, para mim. Mas o certo é que com uns anitos mais em cima, mudamos algumas opiniões sobre as obrigações diárias e começamos a priorizar "poupar-nos" mais. Não obstante, porque a vida não é só almoços ou jantares fora, mas convívios em família, que também poderão passar por ir ao restaurante, mas sobretudo porque gosto de cozinhar e sabe o que se come, quando nestes dias quentes é fácil apanhar uma infecção alimentar, que também pode acontecer em casa; sendo mais difícil dado o cuidado que se põe no que se confecciona para dois, três, ou quatro e quando se servem cem, duzentas pessoas, faço-o com gosto. E gosto de diversificar e atrever-me.
Hoje repliquei as migas que comemos no "Museu do Azeite", como diria a "Tia Cátia", à minha maneira. Em vez de "couve migada" ou caldo verde, fi-las com lombarda igualmente picadinha e filetes de pescada. E não é que tiveram saída?! Foram todas e mais que houvesse. Após uns camarõezinhos cozidos com molho de alho… soube mesmo bem!
Tenho vários vizinhos que são costumeiros num, ou dois restaurantes, aqui perto de casa. Defendem eles o mesmo que mencionei: não se lava a louça, gasta gás, não há obrigação de ir às compras ou aprovisionar alimentos na despensa, ou frigorífico... é sentar e comer, o que se entenda, com uma carta vasta e, feitas as contas, afiançam-me que sai mais barato. Ou, "ela", por "ela". 
Dizem que fizeram um "acordo" com os donos, conhecidos, após tantos anos a morar aqui e compensa!  Compensará. Ainda assim... gosto de ir, sem "atilhos" por aí e, enquanto passeio, juntar o útil ao agradável. Mas já estive mais longe de entrar para esta confraria do garfo!
 


Comentários

  1. Totalmente verdade o que escreve. Há que pesar as várias possibilidades. "Dará ela por ela"! Bons almoços e melhores jantares.

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  2. Realmente é um descanso. Do tanto trabalho que se tem e gasto de energias. Muito obrigada, Francisco, pela sua visita. Um bom e feliz fim-de-semana!

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