Cartões de Natal III - Natal ponto por ponto.

 


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Sempre gostei de bordar. Trabalhos com as mãos. Tenho três ou quatro toalhas de Natal bordadas por mim. Uma delas teria quinze e poucos anos. Depois deste tempo todo ainda é muito bonita. É em quadrilé bege, bordada com anjinhos, presentes, árvores e o Pai de Natal. De tão bonita, um dia quiseram-me dar bastante dinheiro por ela. Eu oferecia-a à minha doce e querida mãe. Foi a nossa toalha, sempre sagradamente lavada e engomada, vários anos.

Quando ela faleceu, voltei a herdá-la. Gosto de entreter-me e com pouco material e despesa fazem-se coisas giras, como, por exemplo, estes marcadores que fiz com feltro e fita que colei e recortei.


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Tenho esta que não está totalmente aberta. O laço grande faz um efeito muito bonito com os azevinhos à volta. Continuo a bordar esporadicamente. Fazer tricô e croché, raramente. Os napperons também passaram de moda. As toalhas de renda tonaram-se pesadas e "complicadas" de lavar e guardar. Embora uma toalha rendada enriqueça uma mesa, nesta bonita época. Mas mexer nos pincéis, recortar tecidos e materiais. Reciclar ou criar de raiz é crónico. E quando meto mãos à obra é como se fosse ao “Spa”.  


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Já me deixei disso, mas antigamente o meu vício, eram os discos, as revistas de Culinária e de Decoração que comprava religiosamente todas as semanas. Havia-as de renome, caras algumas, mas eu adorava coleccioná-las. De manhã, quando ia trabalhar, via as novidades no quiosque e, como quem comprava o jornal, eu comprava as minhas revistas. Chegavam a guardar-mas e avisar da chegada do que podia interessar-me.
Os discos e o que havia na altura, em música, eram comprados à hora de almoço. Numa feira que abrangia o largo todo, onde hoje é "aquela espécie" de jardim da Mouraria, em que se vêm armazéns por toda a parte ao redor e mais culturas mescladas que nacionais.  
Mandei encadernar as revistas com carinho! Na ideia de que "no futuro" alguém as apreciasse tanto quanto eu. O futuro fez-se presente. E hoje está tudo na “net”.  




 

 

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