O Natal da minha Cidade - Rossio (Christmas Market)

Nascida e criada em Lisboa, é esta a minha terra! E eu? Dos que não vão à terra passar o Natal porque "vivo" nela. Na minha terra natal. Mas já vivi outros natais, noutras terras (Minho) que, não sendo minhas de nascimento, são-me pelo sangue que me corre nas veias.

Vivi, tradições minhotas, aprendi-as, replico-as e sigo-as com honra e respeito. Tradições beirãs (vila Nova de Paiva) que fazem parte dos meus rituais e também da minha mesa.




Como diz o fado, Lisboa não sejas francesa... quase já não reconheço em Lisboa, os nacionais. Tantos são os rostos e nacionalidades que connosco se cruzam, fazendo da minha "pequena" cidade uma metrópole igual a qualquer uma, descaracterizando-se a cada passo. Em cada esquina.






As muitas lojas que havia, deram lugar a outras, há algum tempo inimagináveis. Por lá ainda se veem os presuntos, enchidos, frutos secos, mas da "Suíça", taipais. Da "Castanheira", memórias. Das lojas outrora finas, há-as hoje substituídas pelas onde o nosso dinheiro não tem voz e a nossa presença, é "avaliada" sempre por baixo, de queixo erguido, qual "poodle" cuja raça e sofisticação é discutível.

A derradeira "finesse", mescla-se hoje com as lojas de "Kebabs" e outras, inseridas numa espécie de "Chinatown" e o fabricado em Londres, Milão, Paris, Nova York, ou mesmo Portugal, carece de atestado, não vá quem compra, em letra muito sumida, como nos contratos de arrendamento, achar-lhe um "made in Taiwan".
E assim vendemos a americanos, espanhóis, brasileiros e demais, quarteirões inteiros na cidade e o nosso interior "em saldo", atrai-os como às pragas com que actualmente já lidamos. São largamente anunciadas e esperadas, no futuro. Confesso que "Rossio Christmas Market", fica-lhe "muito" mais bonito, moderno" e nacional.
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