Alentejo - Em busca das Mouras Encantadas

Fotografias minhas

Elas por lá andam habilmente escondidas. Rindo dos viandantes que por elas passam sem a nenhuma ver. Fomos então a Grândola! E de lá à cata de uma certa barragem romana cuja traça, entretanto, se perdeu para o mato que galgou por ela afora.

O que resta da Barragem, com um fio d'água corrente.




Do afluente do Rio Davino uma lágrima resta. Mesmo em dia abafado, com os trovões a ribombar lá riba e o céu carrancudo, este sítio requeria-se melhor preservado. E por certo os revelaria (ponte e afluente) em parte do seu anterior esplendor. Assim ignorada, lástima! É o que me apraz dizer.

E de lá partimos em busca do…

Monumento Megalítico Anta da Pata do Cavalo.
Há que levar bom e confortável calçado para palmilhar talvez 250 metros de mato crescido e declives vários. Acautelar que o chão atapetado de "palha" seca não oculte algum ser, que ao sentir invadidos os seus domínios, ferre ou cause mal, maior.


Fui há muitos anos, creio quem em 2012/2013, ao Cromeleque dos Almendres. Perdi, nem sei como, as fotografias todas que por lá tirei. Como diz a música, hei-de voltar um dia... não para fotografar o que fotografei, mas para reunir os pedaços de mim que por lá deixados. Tenho para mim que quando os sítios querem que voltemos, arranjam forma de nos chamar.


A placa é bonita, a disposição das pedras do monumento como se pode ver nela, um pouco mal, faz lembrar a pata de um cavalo.

E de lá rumámos a uma das, chamo-lhe eu, "Vilamoura" da margem sul.

Tróia

A Serra da Arrábida na outra margem.


Estava impossível circular, estacionar, mas ao fim de algum tempo e persistência demos uma volta pela Marina, comemos um gelado e regressámos. Já com saudade de retornar. É tão belo o Alentejo. E tanto nele há para descobrir...
Eis a página em branco
[ Utopia ]
Eis a página em branco do país azul
Alentejo é a última utopia
todas as aves partem para o sul
todas as aves: como a poesia.
Poema: Manuel Alegre
Música: Janita Salomé
Intérprete: Janita Salomé (in CD “Raiano”, Farol, 1994)
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