Parque Fluvial da Lavandeira - Janeiro de Cima

Rumar aqui para os que resolvam fazer a Rota do Zêzere é, quanto a mim, um lugar obrigatório, como pernoitar e atrever-se a descobrir os muitos encantos dos arredores de incontestável beleza, ainda pouco divulgados. O que sem dúvida abonará, no sentido de as grandes enchentes ainda se manterem longe, poupando assim a sua integridade natural.

A Praia da Lavandeira ou Praia Fluvial de Janeiro de Cima é um lugar paradisíaco onde os pássaros são a banda sonora de fundo, o sossego impera, as pouquíssimas pessoas vistas entregam-se ao abraço das águas, ou a deslizar no leito do rio, em barcos a remos. O som do fluir da corrente, indolente, limpa a mente e o ar, extremamente puro e perfumado, purifica a alma.



O lugar possui todas as condições necessárias ao lazer, bem como a possibilidade de aluguer de barcos.




As duas margens, das duas aldeias de Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, eram antigamente servidas por uma barca pública que transportava as pessoas e os animais entre os concelhos do Fundão e Pampilhosa da Serra.

Quem necessitava de atravessar o rio fazia-se anunciar, gritando: “Ó da Barca!” A fim de solicitar os serviços do barqueiro encarregado do transporte. Hoje a barca ainda existe e a tradição foi preservada, tal como a embarcação reconstruída ao pormenor.

RODA DE JANEIRO


A roda continua a girar, símbolo vivo da determinação e do engenho dos habitantes da pacata aldeia de xisto que "usaram" o leito do Zêzere para rega agrícola e talvez para outros fins, em tempos.



São muitas as fotografias, deste e de outros, éden, impossíveis de reproduzir aqui, tiradas na ilusão de trazer connosco lugares especiais que nos provocam sentimentos vários e uma vontade enorme de poder estar com um pé cá, outro lá, sempre que o coração nos peça e a alma sussurre "descanso", só alcançável nesta infinita paz.
Não se ouve nenhum dos ruídos que nos fazem fugir da cidade. Nem quando o carro se cruza com outro, esporadicamente. Dão-nos os bons-dias como se fossemos vizinhos chegados, amigos de conversa diária. O pão, a água, tudo tem outro sabor. Ironicamente aqui parece existir outro Portugal. Com tudo a ver. Mas muito pouco em comum. Felizmente!
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