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Adeus, Marcelo!

 

Imagem: Lux IOL



"Manda lembranças!"


Marcelo, à excepção de pouquíssimas ocasiões, nunca foi, para mim, um presidente como se esperava. Neste último ano, principalmente e, na recta final do mandato, a total ausência de uma mão interventiva quer ao nível do problema da saúde em Portugal, como, nos últimos dias, o afastamento e o silêncio total sobre este e outros problemas graves do país, foi evidência de alguém que já não se importa, ou se demitiu do cargo antes do termo.

Posso estar errada e a ser completamente injusta, contudo, é minha convicção que devemos a Marcelo uma, duas ou três das "crises" sérias que o país atravessou sem necessidade. A queda do governo, antes disso o questionar da atitude do Presidente no caso das gémeas – coisa que jamais devia ter acontecido –, haver o questionamento da isenção de um Presidente; o lidar muito mal com os incêndios, numa altura de aflição e desespero, além de alguns deslizes de opinião no mínimo infelizes. Enfim!

Ninguém é perfeito, mas esperava mais do presidente "dos afectos". Nem sempre um abraço que conforta, resolve o problema que persiste e cai no esquecimento, mal se viram as costas.
As selfies, apesar dos sorrisos dos magotes que as protagonizam, mostram a realidade por detrás de cada rosto.
O popularismo em feiras, mercados, "na comezaina ou na prova do vinho", reconhece realmente o esforço de cada trabalhador e esforça-se por mudar o seu quotidiano em fábricas, no campo, em refeitórios, na limpeza, na segurança, nos cuidados de saúde, no ensino e mais sectores da sociedade.
Um Presidente "nadador-salvador" não é suficiente, nem foi capaz, de impedir que o país parecesse afundar nalguns casos. 

Certo é que os sem-abrigo continuam sem abrigo. Os doentes a esperar dias inteiros por cuidados, ou a morrer nas urgências sem eles. As mulheres a ter os filhos nas estradas, ambulâncias, e por aí.  

Se o que nos espera não se augura à primeira vista melhor, façamos votos que não nos faça retroceder. A ver vamos.



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