Chora a minh' alma por ti Vieira. Por ti Leiria!

 

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Praia da Vieira, 2011 - fotografia minha

 

Não foi uma, duas, nem três vezes que alugámos casa térrea, ora nas traseiras da Rua Principal, ora no Largo a caminho da igreja de madeira na Vieira de Leiria. Muitas vezes, da janela, vimos o Circo montado ali perto. Fazíamos piqueniques na mata, hoje uma lembrança. 

E, de manhã, rumávamos à praia, sempre com tempo nublado que só abria mais tarde, tomando café sem pressa na pastelaria onde comprávamos também o pão. Na volta, depois de passar na lota e adquirir o peixe ainda a saltar na rede, montámos o fogareiro e comeu-se, no pátio.
Boas patuscadas se comeram naqueles restaurantes (o Arroz de Marisco da Praia da Vieira, por exemplo, foi eleito uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa em 2011). Bastos gelados se apreciaram sentados na esplanada, assistindo aos memoráveis pores do sol, enquanto ao fundo, no Rio Lis, a maré enchia ou vazava dolentemente.

Decidiu comprar uma pizza quentinha para o jantar. Ir às barraquinhas buscar amendoins, fava frita, caju salgado e outros, para petiscar ao ver a bola. Tanto de divisas se deixou ficar em supermercados e lojas, suprindo as necessidades quotidianas. Outras vezes, simplesmente por nos encantar qualquer coisa. Vulgarmente, passeamos noite fora até ao rio, no paredão.

Visitámos e almoçámos com os primos na Marinha Grande! Demos um salto à Nazaré e redondezas. Fomos das Pedras Negras a S. Pedro de Muel, levantar dinheiro e mandar um postal nos Correios. Fomos à praia também.

Ainda em fins de Outubro passei por lá. Comprámos umas Brisas-do-Liz e como às vezes, à saída daquele café artesanal na praia, me esparramei no chão da calçada, por escorregar na areia puxada a vento mesmo em pleno Verão, sem grande estrago.

Ver hoje tudo arrasado faz-me chorar a alma por todos os que sofrem e os que perderam a vida.
Por tudo que de feliz fui em tempos e espero ser, ainda ali.

 

 

 

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