Precaver no Inverno o Verão e vice-versa!

 


Imagem: Praia da Vieira 2012



É-nos enviada uma mensagem, horas antes do agravamento do tempo, para que fiquemos atentos e cuidemos de seguir as recomendações das autoridades para a nossa proteção. O que se agradece!
Porém: Que recomendações? Especificam-nas? 
Alguém idoso, sozinho, que não conheça as letras, sinta dificuldade em ver caracteres quase minúsculos num telemóvel, se é que o tem, ou saiba trabalhar com ele sem ajuda, e receba uma mensagem destas, sabe realmente o que vem aí? O que o espera?
Não é dizer mal. Pôr em questão a preocupação de enviar a mensagem que se impõe. Contudo, é antes de a “casa ser arrombada” que se deve ensinar as pessoas a porem ferrolhos que as mantenham a salvo e precavidas.
Por isso, e porque nunca há, quer no Inverno para as tempestades, como no Verão para os incêndios, o real cuidado do governo em acautelar e fornecer atempadamente “ferramentas” para que estas catástrofes não sejam arrasadoras. 
Como falta ensinar e dotar o povo de capacidade de defesa e meios para lidar com estas ocorrências, a exemplo de outros países, por exemplo, o Japão, evitando, ao ficar privado de água, a açambarcar nos supermercados, tal como outros bens de primeira necessidade, à semelhança do que sucedeu no apagão e está a suceder nos lugares mais atingidos.
Porque se a luz falta, as comunicações ficam comprometidas e um certo “pandemónio” instala-se, é forçoso elucidar e educar as pessoas, como proceder e o que deve ser feito antes do caos se instalar; coisa que, de ano para ano, aconteçam os desastres climáticos que acontecerem, parece que não só o povo, mas também o governo, continua a laborar no mesmo erro. 
Seja porque não se limpam os terrenos, está mais que provado que, a alguns, as multas tanto lhes “aquece como arrefece”. Já as sarjetas e outras infraestruturas, cabe ao Estado inteirar-se se estão limpas, reforçadas, e dar às pessoas meios e materiais para enfrentarem as situações.
Porque depois, pagar indemnizações que tardam a vir e, quando são efectivamente pagas, talvez saia mais caro e evite mais sofrimento.
É como dizer-se às pessoas que, com avisos laranja ou vermelhos, não vão “ver”, nem fotografar o mar, ou passear na areia. Elas deixam de o fazer?
O mar de Inverno não é o mesmo do Verão. A força monstruosa com que uma vaga atinge a praia, ainda que pareça apenas “mar bravo”, não tem nada a ver com a ondulação estival. 
Depois, há tanto que está para além do que a vista alcança e, num instante, é-se arrastado, emaranhado e não há salvação.
Não! Não é dizer mal, apenas sentir que todos temos ainda tanto para aprender sobre como nos portarmos perante o caudal de um rio que sobe rapidamente, como o raio que atinge um simples vidro na mata e causa um fogo que alastra numa fracção de segundos.
E ninguém parece focado em, no Inverno, precaver tudo o que possa suceder no Verão. E vice-versa!



Comentários

  1. Mesmo que se ensine é sempre a historia do pedro e do lobo. Muitas vezes no passado, as SMS só chegaram depois do problema acontecer. Mas, houve um bom exemplo de ensinamentos passados que quem seguiu viu a sua vida menos complicada: o kit de emergência para apagões e respetiva instrução para ter algum dinheiro vivo em casa. Oito meses depois, quem seguiu o conselho dado depois do apagão, utilizou-o.

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  2. Sim! O kit de emergência foi um conselho muito pertinente e também o segui, embora nunca saibamos se teremos tempo de lhe deitar a mão, mesmo com ele em lugar estratégico, no caso de algum fenómeno sismico, há que cumprir todas as indicações. Devíamos ter sempre em casa um meio de colmatar não só a falta de luz, como de gás e comunicações. Um walkie-talkie não é mal pensado, as lanternas e os "fogareiros" tipo petromax, ou outros. E alguns enlatados, bolachas, água. Enfim! Muito obrigada pela visita! Um bom domingo e uma boa semana!

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