Calamidades Naturais. Ou quando uma coexiste e lhe sucede outra

Pinhal de Leiria, incêndios, fotografia minha.
Depreende-se então que a Ministra não estava em Portugal. Estaria num oásis paradisíaco onde de televisão não se quer ouvir falar, quanto mais vê-la, porque "não sabe o que falhou". Portanto, assim que "aterrar", espera-se que perceba que, quando se fala de "Kristin", não nos referimos a Kristin Scott Thomas.
Mas, como uma calamidade nunca vem só, a nós, ultimamente no terreno, coexistem algumas, fora as ambientais, impossíveis de ignorar. Assim, temos:
A senhora desatenta que sempre que lhe perguntam qualquer coisa ou, simplesmente, "onde está a caixa da costura", responde que não sabe, encolhe-se ou sai de cena, mostrando que nem para remendar tem jeito;
Um "puto reguila" afirmando alto e bom som, "que se lixe, não a troika, mas as eleições", empossado em distribuidor de "águas ao domicílio", mal amanhado, que sempre que abre a boca provoca uma enxurrada igual ou maior que as descargas da Aguieira;
Um aspirante a "influencer" que vemos a "acompanhar as operações de socorro" que oito dias depois são o que são e resolveram pouca coisa;
Um "Chefe da Banda" que em cima da crise demonstra ciclicamente paralisar e só mais tarde voltar a si declarando que "garantiu que foi feito tudo aquilo que era possível fazer para prevenir e minimizar os estragos", subindo as vítimas a cada dia por, provavelmente tendo uma corporação à disposição e já com idades avançadas, teimarem subir a telhados para os revestir de telha.
E falta água, falta luz, dorme-se ao relento, está-se incomunicável, mas vai-se trabalhar! Arregaçaram-se as mangas há oito dias e continua-se a ajudar, a alertar para o que falta, sem receber nada em troca a não ser um coração reconfortado.
Quando os que têm tudo e em quem votámos, tragédia após tragédia, vão a banhos, ignoram o que falhou ou dizem que fizeram tudo o que estava ao seu alcance.
É muita calamidade junta!
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