Está bom para o Cozido à Portuguesa. E outras tradições




Imagem minha, cozido à portuguesa



Certo é que após a tempestade vem a bonança e, a seguir ao tão esperado dia de S. Valentim, o desejado e imperdível Carnaval, chova ou caia neve, move, mais talvez, ou igual ao Natal, uma máquina publicitária poderosíssima que faz dele celebração soberana no ano.
A cada ano a tradição portuguesa, a exemplo de outras, vai-se deixando engolir pelos hábitos sedutores de trajes e sítios onde o calor impera e pouco tem a ver connosco, apesar da "parecença" na língua. Contribuem para tal os muitos brasileiros residentes no país, tal como pessoas oriundas de outras culturas que, de certo modo ainda bem, já que a pluralidade é positiva, absorvem muito pouco da nossa cultura mas "impõem" as suas naturalmente por vontade de assimilação dos portugueses e um certo desmérito dado sempre ao que é nacional. Erro crasso!


Imagem minha, broa com chouriço


Basta ver como no estrangeiro Portugal, com os seus muitos centenários, brilha e é mesmo capaz de ofuscar muito país "recente". 
Seja na comida, nos vinhos, na ímpar hospitalidade. Na tão rica história e na sua beleza, apesar de o território ser pequeno. É pena!
A nossa identidade já está imensamente diluída, quer pelo desrespeito pela língua portuguesa falada e escrita, que pouquíssimos parecem importar-se em manter, quer pela moeda aglutinada pelo euro e não só. Enfim. É Carnaval!
Não nos remetamos apenas a coisas sérias e pesadas, após tempestades atrás de tempestades que derrearam a população. Deixai que os que ainda têm alento ou que, infelizmente, não pensam muito além de folguedos, se divirtam.
"Afinal, a vida são dois dias..." ou talvez mais, não?!
Mas a quem interessa isso agora?





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