Eu, Ventura!
Tivemos, nesta reta final, um aspirante a Presidente da República que, provavelmente, se ganhasse, esperaria na mesma que o jogo do Benfica terminasse para falar ao país, como fez quando não ganhou. Por aqui se veem as prioridades, no respeito pelo povo e o clubismo.
Temos um "derrotado" que, ainda assim, chama para si uma "vitória gloriosa", declarando que o país lhe concedeu a via verde para governar no futuro, quando não é bem assim.
Um homem que, ainda há uma semana, vociferava, gesticulava, saltitava desabridamente entre os seus, que adopta agora a postura de pessoa "moderada e comportada", cumprimentando o adversário que maldisse e a quem tentou minar a campanha.
Uma alma que gosta de ser filmada como devoto da igreja, evidenciar a sua vertente caridosa levando "bens" aos necessitados em tempo de calamidade, mas a sua missa é outra.
O homem de família que, perdoem-me se erro, nunca ouvi no discurso após a eleição de Seguro agradecer à esposa (pessoa que ontem também passou ao lado das câmaras que optavam por dar relevo a outras entidades) o estar ao seu lado.
Um candidato cujo ego, evidentemente, se centra na admiração própria e no elogio das suas façanhas extrapartido.
Subsistirá o "Chega" quando André Ventura sair da ribalta? Ou, como o chef aposentado que se recusa a aceitar a sua condição, persistirá em entrar na cozinha e, ao mexer no tacho, dar-lhe o seu cunho pessoal?
Não será que já assistimos a algo semelhante no processo de "sucessão?"
André Ventura conquistou muitos votos, em valor absoluto. E isso deve-nos fazer reflectir, enquanto sociedade, enquanto democratas e ao nosso poder político. O que tem o canto da sereia para atrair tantos portugueses a um partido e respetivas figuras de proa com tantos defeitos e incoerências? Por agora, estamos safos. Veremos o que o futuro nos reserva.
ResponderEliminarPor agora safámo-nos, como muito bem diz. Mas temos de reflectir e muito. Algo não está bem! Uma boa semana :) Tudo de bom!
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