Lições do Tempo que não temos tempo para aprender

 



O Tempo é o tempo! Dono de si, juiz severo de cada um de nós que julga implacavelmente. Senhor das tempestades e das acalmias. Aquele que persistirá quando tudo acabar, talvez numa fracção de tempo.

É detestável quando resolve mexer na já frágil estabilidade instalada e revolve tudo transformando estradas em rios e, no meio de tanta água que jorra, decreta a seca extrema nos meios que o Homem criou para a trazer até si.

Eleva-se um nevoeiro fino de cada descarga controlada no meio do descontrole total. Na verdade, há água por todo o lado, por que razão se queixam de que falta?

Por mais que os alimentos ganhem pernas e braços que os fazem chegar a outros, quando são habitualmente transportados sobre rodas, pouco faltará para que a "fonte" se esgote e a escassez já instalada não será só de água com as colheitas submersas. Os mares enraivecidos a negarem aos pescadores o ouro das suas entranhas.

Ao gado talvez já se lhe dê a comer algas misturadas em qualquer ração actual. Mas lama? Pedras, paus, pneus, máquinas de lavar, cadeiras e o que por estes dias desliza corrente abaixo, certamente não comerão.

Evocamos Santa Bárbara apenas quando troveja e ainda a estridência da descarga eléctrica não terminou, esfregamos as mãos de contentes porque o pior já passou.

Nunca aprendemos nada com o que o tempo nos mostra, nem com o que já passou por nós, acumulado sobre a forma de anos que parecem não contribuir para sabermos que com o tempo não se brinca. Ele leva sempre a melhor.







Comentários

  1. Nem tempo nem vontade para aprender. Há sempre outras coisas se sobrepõe na atitude, nas intenções e na vontade política. Vale a solidariedade das pessoas.

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    1. Tem toda a razão! Veremos daqui em diante, porque vamos ter de lidar com isto mais vezes e, acredite, meu amigo, aflige-me pensar no Verão. Um bom domingo e tudo de bom! Muito obrigada pela companhia.

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