Quando um reinado se esfuma...

(todos os direitos atribuídos e respeitados)
Talvez não, contudo... e, na minha modesta opinião, quando morre alguém que construiu um "império", geralmente os que lhe sucedem podem continuar a representá-lo com eficácia, mas muito se perde do saber, perícia e visão sobre o mercado e gostos do consumidor que faz permanecer a marca atractiva.
Está, para mim, neste patamar "O Continente", ao nível de "venda de idéias/conteúdos" atractivos no decréscimo publicitário com que nos tem brindado nos últimos anos. São verdadeiramente sem gosto e nada apelativos, mais uma vez quanto a mim, os anúncios publicitários do grupo!
"Assim também eu!", frase e mensagem que se pretende engraçada e capaz de atrair o consumidor indeciso ou renitente, poderia ser adoptado por mim ou qualquer um que, sendo "Técnica de Vendas" uma das disciplinas que dei no curso, dado o tempo que já lá vai, não perceba, perdoem-me o baixo calão, "um cu", achando-me, passe a modéstia, capaz de idéias melhores para anúncios publicitários.
"A vida passa a comer?" Sim! Que remédio.
Neste caso a engolir publicidade chata, protagonizada por gente supostamente "carismática" quando tantos e bons comerciais de marcas por aí nos brindam com verdadeiras pérolas desempenhadas por anónimos. Tome-se como exemplo o anúncio da "Colibri" e outros que entram pelos olhos e ficam no âmago do consumidor.
Não se aplique somente a falta de imaginação e bom gosto ao "Continente" porque pode incluir-se no pacote o "Pingo Doce" e a sua embirrantíssima campanha: "Promocãoooooooooooooooooooo............."
Eram Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos homens com visão e grandes empreendedores que, no seu tempo, deram cartas em tudo, mas infelizmente, como tudo, tiveram o seu tempo.
Resumindo: o que não falta aos consumidores são reais ataques à paciência!
Profundos atentados à inteligência servidos por inúmeras empresas que devem ter como máxima "para quem é, bacalhau basta!...", metralhando o consumidor/pagante com a falta de qualidade e a repetitividade, ao ponto de, por exemplo, no intervalo de um filme a que assistimos, nos esquecermos do que estávamos a ver após mais tempo de publicidade que de fita.
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