Um Homem simples

 




Rui Borges


A alguns homens, nortenhos por sinal, não lhes é necessário berço para serem nobres. Vestir fato e gravata para demonstrar elegância. Universidades públicas ou privadas para se pronunciarem dentro da humildade e decoro que todo o ser humano deve observar.

Queriam, desejariam alguns, como muito batalhado, que ele fosse por onde querem. Mas o Rui, como Régio, não vai por aí!

Repetem outros, bastantes, que o seu "linguajar" é modesto, a "visão" curta, ignorantes completos sobre a sabedoria do povo que, na "tasca" antigamente e ainda hoje, em terras de gente simples e honesta alivia a alma da dureza quer do trabalho e do clima rigoroso, rindo, bebendo e trocando idéias.

Idéias válidas e límpidas longe das elaboradas, tantas vezes arrogantes e traiçoeiras das cidades e capitais. Essa singeleza e a singularidade que tanto "mói" os engomados, os cheios de pompa, e os de jogos de cintura e cartas na manga, assentes na sua astúcia e credenciais educativas, muitas vezes obtidas sem esforço e brio. 

A alguns homens, nortenhos por sinal, são as mãos calejadas que falam por si. O riso franco que atesta o seu carácter. E as acções praticadas com justeza e sem dissimulação ao atingirem o objectivo que os define. 

Seria, como é, uma honra continuar a ter como timoneiro da equipa do Sporting um homem assim. Como já há poucos!




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