Jacarandás

Fotografias minhas
Vai-se a Lisboa, a minha cidade natal, encher os olhos de beleza e aconchegar o estômago no "Careca", sendo que, se algumas delícias as podemos encontrar já em grandes superfícies, ir onde as confeccionam de raiz não tem comparação.

Cria-se assim "força" para o que mais tarde se tem de fazer, com o respeito que a memória dos nossos nos requer, tentando cobrir com as camadas de açúcar crocante o sal das lágrimas vertidas; e a nossa alma veste-se de um arroxeado-jacarandá.

Deixamo-vos agora unidos, quando creio que os seis anos em que estiveram próximos, mas separados, nunca realmente o tinham estado antes, em mais de 50 anos de casamento.
Se as partidas de um pai e, posteriormente, de uma mãe são duras, não o é menos cada "reencontro" que temos convosco sem vos ter ao alcance de um abraço, um beijo, quando em cada pétala se quer e apenas pode traduzir a saudade, palavra não por acaso sem tradução no mundo inteiro.
À mesa, com os cinco, quero crer que mais dois se sentavam. Qualquer de nós caminha, nunca vai só!
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