Aconteceu finalmente. Morreu o Sapo. Paz à sua alma



Fotografia minha



Aconteceu finalmente. Três badaladas e um balde de cal e lá nos despejaram a todos na vala comum sem cerimónia, cruz nem epitáfio. 

A bem dizer, terão pensado que ao despejar no buraco tanto o cristão como o "infiel", ao preço que placas mortuárias, insígnias, que indicassem influência ou credo de cada qual estão, ficava mais em conta e evitava reclamações. 

Ao fim de anos de vidas que viram o seu prazo chegar ao fim, das mais, que continuaram vivendo e prorrogando a memória desses e as suas, nada tocou os intocáveis!

Que, não obstante levarem a sua avante, nos acenam agora com a benesse de "até fins de Novembro poder-se proceder ao levantamento/exumação óssea do escriba ali depositado..." o que não deixa de ser relevante, se levarmos em consideração que a 1 se celebram Todos os Santos e a 2 os finados.

Aconteceu finalmente!

Morreu o Sapo.

Feio, comilão, mal-educado, arrogante, que a música descrevia mas que nunca quisemos crer que fosse assim.
Para nós ele foi sempre o Príncipe Encantado que um dia veria a sua condição invertida, por um beijo, ou simples toque, personificando alguém tão humano como nós!





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