Celebrar a pequenez e contentar-se.

 


Imagem: Federação Portuguesa de Futebol
 todos os direitos de imagem e de texto respeitados e atribuídos



Celebrar a nossa pequenez e contentar-se pode ser sinal de inteligência e sensibilidade se nos dermos conta de que no mundo somos pequenos grãos de pó que, unidos a mais, podendo ser diversos e muito mais capazes que nós, ou, ainda, de alguma forma menores do que somos, formam a Terra. Sendo necessários para tornar o mundo, Mundo, todos.

Desde os menos, aos comumente, até aos superiormente privilegiados, todos somos elos precisos nesta cadeia.

Mas celebrar a pequenez de uma nação constantemente contentando-se e rebaixando-se, havendo nesse todo que a perfaz, capacidade para a tornar grande, a par de outras, é inaceitável.

Sendo, contudo, incompreensível e irremediavelmente um costume português!

Rejubilamos porque se contam dez anos após a conquista do Campeonato Europeu, primeira e única, quando em dez anos, se resumirmos a Espanha e a França, os títulos conquistados, se pode pôr a questão.

Vamos também celebrar a data em que ganhámos a Liga das Nações pela única vez? E basta?

Simplesmente patético. Celebre-se então!

Já que a exigência de elevar Portugal ao patamar de uma Espanha, uma França e outros nunca passa de conjecturas?

Desde os primódios sermos pequenos em território nunca equivaleu a sermos pequenos em talento. Sermos pequenos em recursos nunca foi impedimento para sairmos vencedores perante iguais e maiores.

Em tempos "demos mundos ao mundo". Hoje caímos de joelhos perante ele, sem brio para revidar.






Comentários

Mensagens populares